ngtskynebula: (kouha ren (magi: the labyrinth of magic))
Para me despedir de 2024 com o peito leve, eu quis trazer um último texto sobre a minha longfic pro blog. Como sabe, estou há seis anos na peleja pra avançar com ela — e hoje vou explicar tudo o que há. Eu fujo tanto de apresentações que estou há um ano falando dessa fic, e nunca realmente falei da fanfic. Querido leitor, hoje eu trago: explicações, e algo mais.


“O conto inscrito na lâmina.”
O conto inscrito na lâmina e O tinir ressoando no ar são duas partes de uma longfic, ou seja, uma duologia, no fandom de Grand Chase. Nessa história, lemos sobre a jornada de Elesis Sieghart, filha desaparecida do capitão da prestigiada guilda canabense Cavaleiros Vermelhos, e Lass Isolet, sobrevivente da Guerra, hoje guardião de uma cantora-sacerdotisa, que encontra Elesis e, acidentalmente, desfaz sua maldição.

Quando tinha nove anos ela foi enfeitiçada por Vimala Greatergold a tornar-se uma espada. Lass encontra a arma dez anos depois, transforma Elesis de volta, e, após ouvir sua história, devido ao senso de lealdade e gratidão, decide ajudá-la a localizar Vimala e recuperar sua humanidade. Elesis não poderia estar mais frágil e desamparada, portanto Lass, que traz consigo inúmeras dores e infortúnios, faz-se seu alicerce. Juntos, os dois dedicam-se a remediar a saúde debilitada dela, enquanto investigam o caso e aprendem a conviver entre si.

O conto inscrito na lmina

O enredo, verdadeiramente, segue-os na busca por Vimala — cujas perigosas associações incluem Cazeaje, bruxa responsável pela Guerra dos Cinco Anos, e uma aliada sobrenatural —, e pela relíquia que a elusiva feiticeira exige em troca do contrafeitiço que curará Elesis. No entanto, os protagonistas também crescem ao confrontar seus fantasmas internos e as diferenças entre si, culminando num laço sólido e seguro.

Elesis Sieghart tem ascendência nobre, gênio difícil e enorme sede de vingança. Suas feridas emocionais equiparam-se com as físicas, fazendo com que dois de seus maiores desafios sejam lidar com a súbita vida adulta, repleta de solidão e incerteza, mais um corpo de fisionomia irreconhecível e perícia apoucada. Ela tem fulgor, persistência, seriedade, e também tem hostilidade, urgência, medo. Um dia se viu furtada, e, logo, abandonada. N’O conto inscrito na lâmina, vemos muito de sua dor.

Sua profunda consternação é explorada, e Elesis aprende a melhor gerenciar essa angústia, principalmente de maneira que as pessoas ao seu redor não sofram devido à sua instabilidade.

Por outro lado, Lass Isolet nunca teve uma boa fase na vida, e carrega, para onde vai, o desgosto de querer nunca ter nascido. Os ruídos de seus anos no Circo dos Pesadelos ecoam dentro da cabeça, e as suas mãos estão manchadas com o sangue derramado pela antiga guilda de mercenários, e na Guerra. Embora seus amigos e seu emprego como guardião de Amy lhe distraiam, Lass sente que não pertence ao grupo, e que desmerece essa paz; nesse contexto, Elesis surge para forçar mudanças e conexão — de primeira, a duras penas, mas, depois, garantindo a estabilidade que ele precisa.

Ele é comedido, austero, quieto e confiável… em contrapartida, é inseguro, vulnerável e esmorecido. Mais do que aprender a lidar com Elesis e seus modos, Lass eventualmente descobre-se digno de autocompaixão e zelo. O caminho é demorado, mas nós chegaremos lá.

Minha longfic será uma looooongfic dos gêneros alta fantasia, ação e aventura, angst, e fluffy, com avisos para violência explícita, abuso emocional, abuso infantil, entre outros. Explora múltiplos temas além dos supracitados, como, por exemplo, o amor platônico e sua importância na vida da pessoa com depressão, ou a relevância da inteligência emocional enquanto competência. É uma shipfic, claro, mas a primeira parte do projeto desenvolverá, “apenas”, a amizade entre o Lass e a Elesis, porque não tem como pôr essa mulher pra namorar ninguém antes dela virar gente. Em dado momento da fic, a Lire mete a porrada na Elesis. Será lindo, será justo, eu vou amar escrever essa cena. Beijos!

No decorrer da fic, outra personagem notável é Victorio Greatergold: irmão de Vimala, e o nobre mais poderoso do Reino de Mjolnir, em Arquimídia! Ele tem a relíquia sob sua posse, e o grave objetivo de impedir que Vimala consiga o que quer. Olha… é espoleta, viu?

Ufa! Pronto, assim ninguém terá dúvidas do que raios eu tanto falo no EON. Se quiser que eu esclareça algo, me dê um toque no Neospring ou simplesmente deixe um comentário nesse texto, tá? Confira, também: “Uns muitos anos desengavetando a mesma fic”, primeiro post sobre ela no blog, e: “1h por dia progredindo com a minha longfic”, segundo post da categoria. No post: “(Seis meses, e pause — Jan/Jun de 2024.)”, tem uns breves comentários.
 
Oh, também vale destacar que eu criei um mural de atualizações pra fanfic, aqui no blog. O Dreamwidth não admite muuuuita peripécia de personalização, mas dá pra fazer uma graça ou duas; optei por dedicar uma página inteira pois ficará organizado dessa maneira, e eu explico a minha linha de raciocínio lá.


Últimos comentários, quanto à fanfic, em 2024
(Meu PC reiniciou sozinho enquanto eu estava redigindo essa parte. Puta que pariu!)

Originalmente, eu ia resumir os progressos da longfic e incluir uns dois rabiscos a mais, porém os tópicos que eu destaquei nessa seção não se qualificam como novidades. Encare essa parte como os pós-créditos… ou, sei lá, a minha tentativa de fazer você se interessar pela minha jornada? I don’t know, y’all.
 
I. O que há de intrigante vindo aí? Bom, eu posso falar um pouco dos meus planos pro enredo.

No seu âmago, O conto inscrito na lâmina é uma longfic onde Lass e Elesis buscam pelo tesouro que a feiticeira Vimala exige em troca de revogar a maldição de Elesis, entretanto eu preparei três subenredos basilares; o primeiro envolvendo o Asin. Nosso gatinho de rua arisco predileto floresce no decorrer da fanfic, verdadeiramente se aproximando das pessoas ao redor e até aprendendo a confiar (um bocadim’, quase nada mas um tim-tim assim) nelas. Ele desenvolve um laço profundo, à contragosto, com a Lin e com o Jin, e termina um aliado imprescindível para os protagonistas.

Com o Jin esse laço platônico se transforma em um romântico, cof cof, sigamos.

Os olhos vermelhos dele e da Elesis sempre me chamaram muito a atenção, então eu vou explorar os meus headcanons disso na fanfic. Claro, a amizade deles não se baseará somente nesse fato. Sim, eu ignoro real que a KOG decidiu transformar os olhos vermelhos dela, do GCPC, em olhos castanhos no GCDC. Eu ignoro muita coisa do GCDC pra ser feliz, aliás. Tô mestra em fazer ouvido de mercador.

De outro modo, teremos o arco de crescimento da Elesis, fortemente atrelado a O conto inscrito na lâmina em si, enquanto que o do Lass ocorre, mais, na segunda temporada da longfic. Herdeira dos Siegharts e da Cavaleiros Vermelhos, única mulher de sua ascendência, praguejada ainda criança e tendo que enfrentar a nova realidade de dez anos depois… Elesis tem muito o que processar e mudar, posto que, conforme bem sabemos, ela é, canônicamente, chata pra porra de um caralho. Gente, eu amo ela, ela é meu xodó, mas que é chata ela é, viu? Okay, tá traumatizada e tudo o mais, mas vai deixar de ser bicho sim.

Não sem antes levar uma surra da Lire, hehe. (Sério, mó bafafá.)

Entrementes à longfic, Elesis cultiva vínculos profundos com a Amy, a Lire, o Jin o e Lass, as quatro principais amizades que a auxiliam nessa autoconstrução. Tô sobretudo animada pra escrever ela com a Amy e com o Jin; primeiro porque a Amy, ainda que não me seja uma favorita, seria uma patrícia leal às garotas dela — she’s a girls’ girl, and I’ll die on that hill —, e sei que será divertido explorar a caracterização de convencida-de-bom-coração dela, e segundo porque o Jin é um amor, gente, quem não gostaria dele?! Shh, não responda. Por sua vez, Lire é a própria Lisnar em Ernas; é impossível escrever qualquer fic de domesticação sem ela. Eu amo ela, gente, eu juro.

Óbvio que a diva existe para além de sua função de psicoterapeuta da Caçada, porém…!

Para terminar, por hora, o terceiro arco de crescimento é o do Lass, como já falei. Nele atuam Lire, Ryan e Mari; vou fingir que a coitada da Lire não tá trabalhando hora extra sem remuneração, e chamar a atenção pro querido, e esquecido, Ryan Woodguard, que é um bolinho de arroz com cenoura e merece mais cafuné e fanfics! Ele também é um ótimo ouvinte e ombro amigo, eu morrerei defendo o meu elfo. Já a Mari foi uma decisão mais recente, nascida do meu headcanon de que ela é uma parceira de leitura ímpar. Eu acho que ela e o Lass combinam muito, substancialmente pelo amor à quietude e ao conhecimento. Se ela é uma boa conselheira, ou não, fica no ar a reflexão, mas às vezes a gente só quer uma companhia gostosa pra passar o tempo, né? Mari é essa companhia para o Lass. My babies, for real, y’all.

De todas as personagens secundárias, o Jin e a Lire são as mais relevantes para a trama; eles não ganharão arcos por si só, contudo terão uma relativa maior presença na narrativa central, para além de seu papel na dinâmica dos protagonistas (consigo, e um com o outro). Tenho ideias faraônicas reservadas pros dois!

Saindo do âmbito de elenco versus elenco, outros dois subenredos da longfic serão o da Lin — que pode se tornar uma completa outra fanfic, mas é difícil que eu me dê esse trabalhão todo —, e o do Sieghart.

Lin é uma sacerdotisa na fic, fato que respinga na Amy, que também é, e, consequentemente, no Lass e na Elesis, que trabalham com a Amy; paralelamente, Lin e Asin interagem bastante enquanto a Lin está em Canaban, abrindo inúmeras possibilidades. O porque da Lin estar em Canaban é bem importante. Aaah, e até então eu não me decidi se a Lin fica com a Amy, de casal… eu shippo elas, mas deixarei esse documento para a minha eu-futuro carimbar, hehe.

O Sieghart surge, de maneira crucial, para trazer o universo de Elyos e dos asmodianos à linha de frente, e como imortal ancestral de Elesis, claro que ele tem tudo a ver com a ruivinha. Sieghart e Dio unem-se, ali, para resolver umas ocorrências interdimensionais, uns problemas que afetam outras personagens mais… e unem-se no sentido de aliança, gente, não de sexo. Tem que especificar, ah.

Quer dizer, a priori não terá sexo entre eles dois, mas sei lá, né.

Vou aproveitar a deixa e registrar que eu não arquitetei ideias de cenas eróticas pra qualquer ship, tá? Essa fanfic é +18 pela violência, e apesar de eu ser, sim, escritora de smut, nunca pensei em enfiar algo do tipo nela. Pode ser que sim, um dia, mas não conte com isso. JinSin e SiegDio me atentam a mente, porém não marcarei nada na pedra que é pra minha saúde mental. E o Lass é demissexual sexo-estrito, aqui.

This is a no sex zone! It’s sex-free! Just like it’s ads free!

Gatinho laranja assexual violento

Meu deus, perdi o fio da meada, calma aí.

Okay, okay. Singularidades atrativas do projeto, vamos lá.
 
II. Quais são alguns destaques do planejamento da fanfic? Booom…

Consigo pensar em dois, ambos já citados em textos anteriores no EON. Primeiro, eu errei ao não incluir “respiros emocionais” na outline, forçando um evento sobre o outro sem que as personagens parassem pra processar o choque. Quero terminar pelo menos o primeiro e o segundo ato da narrativa antes de engatar na escrita, então não cheguei a perder muito do meu trabalho quando notei isso.

De um lado, é frustrante por ser ainda outra tarefa na já enorme lista de itens pendentes, porém, de certa maneira, será a oportunidade perfeita para cortar cenas e sequências, e, consequentemente, diminuir a fic. Um projeto que se estende para além da própria capacidade elástica é uma dor de cabeça pra quem lê, e pra quem escreve, afinal de contas. Se considerarmos um livro hipotético de 380 páginas, com 250 palavras por página, ele totalizaria 95.000 palavras. Tendo, cada uma, 1.5k palavras, podemos trabalhar com ±65 cenas. Gente, se eu conseguir truncar a minha longfic pra esse tamanho eu juro que saio correndo gritando!

Não sei se dá, mas eu tentarei.

Segundo, o cenário pós-guerra e como isso afetará a construção de mundo — sem esquecer da atmosfera. Quando me comprometi com essa longfic, aos 16 anos de idade, é evidente que eu tinha uma visão irreal dos assuntos que ela trata. Por causa disso, e dos meus princípios (que eu não imponho a ninguém!), sou grata pelos percalços que atrasaram o avanço da história e me permitiram amadurecer, para que eu pudesse escrevê-la de maneira responsável. Hoje em dia é… estranho pensar no contexto da fic, com a limpeza étnica ocorrendo na Palestina ocupada pelos colonos israelenses e estadunidenses, mais o Congo, o Sudão, enfim, as guerras reais e inimaginavelmente destrutivas acontecendo agora. Dito isso, tanto o cenário pós-guerra da longfic não pode ser removido sem afetar a lógica da história ou a fábula que eu quero contar, quanto não é como se a minha recente percepção da geopolítica mundial fosse mudar algo concreto. O mundo sempre esteve pegando fogo, e nenhum sofrimento atual é único na História da humanidade na Terra. Já estou fazendo o que faz sentido, que é me educar e coser a trama do melhor jeito que posso, e do modo mais responsável e sério que me couber. De resto… paciência.

Me dói, hoje, mais do que antes? Sim. Porém a aproximação e a conscientização servem para isso, mesmo. Sou grata pela minha compaixão, embora ela doa e queime.

Nosso enredo ocorre em 1463, em maior parte no Reino de Canaban, três anos após a guerra entre Serdin e o reino vizinho. Eu escolhi essa data porque quis escrever os protagonistas com idades específicas, e quis “seguir” as fontes canônicas — do jeito que dá, já que o Lass não tem idade canônica. O meu headcanon é que ele é três anos mais velho que a Elesis, e, nessa fanfic, ela tem 19 anos; como ela teria 19 anos em 1463, a fanfic se passa em 1463. Ready, set, go. Calhou que a data é o que é.

Existem múltiplas frontes a analisar nessa conjetura, sendo a primeira que vem à mente a econômica. Guerras são ótimos negócios para a indústria bélica, e péssimos para o resto dos setores. Serdin e Canaban se uniram para reconstruir-se mutuamente, e Vermécia tem outros reinos (implícitos, que eu tive que inventar pois expandir o mapa múndi nunca foi do interesse da KOG) que os ajudam. É bem utópico, é, mas assim. Há de se convir que viver num país se recuperando duma guerra que durou cinco anos já é descaralhamento suficiente, então eu me dei essa colher de chá ecossocialista. Eu me mimei, família, me mimei; fanfiqueira também é gente!

O clima político é de desconfiança e luto generalizado, então qualquer representante da elite, que nunca foi benquista nas monarquias da vida, é alvo de repugnância pelo povo. Não decidi como o sacerdócio, da qual a Amy faz parte, será visto, porém a Elesis, por exemplo, tem linhagem nobre e militar. O Ronan será um exemplo claro de como explorarei isso na longfic. Outra coisa é o custo de vida. Como o continente se juntou para auxiliar Canaban e Serdin, o prognóstico é promissor; porém somente três anos após o início dos esforços é pouquíssimo tempo pra enxergar frutos viçosos. Tudo tá caro, os plebeus trabalham muito para receber pouco, e, para piorar, os ganhos serão a longo prazo sendo que eles enviaram seus filhos pro campo de batalha… então nem serão ganhos que os seus filhos verão. Morreram em servidão.

Sob a tutela da família Erudon e da Academia Violeta, associada à Glenstid, os nobres estão sob vigilância intensa e a coroa tem facilitado, ao máximo, a situação dos mais pobres. É o que dá pra fazer, né.

Quanto às outras facetas desse quadro social deplorável, tenho que estudar antes de decidir. Confesso que a construção de mundo foi jogada a escanteio esse ano, em favor do desenvolvimento de personagens e das primícias de onze outras fanfics. No futuro trarei mais observações! Por enquanto tá de boas, não?
 
III. Ah, porque não sei o quê, não sei o que lá… qualquer coisa aí, veyr.

De outra maneira, declaro que talvez eu escreva um derradeiro prólogo pra fanfic, na intenção de melhor pintar a atmosfera geral da história. Quando releio as versões do primeiro capítulo, tanto a antiga quanto os muitos replanejamentos offline, vejo que não há muito jeito de eu determinar a paleta de cores que essa fic tem a menos que mude aspectos na qual não quero mexer. Um prólogo resolve isso.

Não sou a maior fã de prólogos, sobretudo porque, na maioria das histórias que leio, eles são usados bem porcamente, atrapalhando o ritmo de leitura e contribuindo com nada pra narrativa. Incluir um desses na minha longfic mexeu um pouco com o meu ego, confesso.

O primeiro capítulo também mudará; terá uma estrutura diferente, tô visualizando algo dinâmico e mais profundo (até porque é o momento de estabelecer facetas dos protagonistas que influenciarão a leitura até o fim da fanfic). Como faz um bocado de anos, duvido que alguém se lembrará da versão de 2019 e notará o que foi descartado, então quem sabe eu mesma publique anotações sobre isso daqui para muitas?

I mean, no one asked, but this is my blog. I maintain it for this.

Hmm… essa seção teria mais dois tópicos, segundo a escaleta da Nebbie do passado, mas eu não tô a fim de falar disso, não, viu. Que trabalheira… vou deixar pra lá.

Próxima seção, marujos!


Mais uma vez, (não) dedicando 1h por dia para a minha longfic
Conforme comentei tempos atrás, eu quis realizar o desafio dos três meses de novo. Bom, com o tanto de conta que quero assumir (itens que minha mãe me comprou, e que prefiro que ela não pague, se possível), o segundo semestre seria para estagiar — na clínica-escola da faculdade, e no extracurricular remunerado. Por isso, essa empreitada seria complicada… eu pensei, inicialmente, ir de setembro a novembro. Do final de agosto para 01/09, desconfiei que não daria muito certo; afinal, eu assumiria dois casos clínicos, e ainda tinha que caçar um emprego. No entanto, não me culpei por isso.

Eu dediquei os dez primeiros dias à faculdade e às leituras; meu preceptor entregou dois casos clínicos pra cada estagiário, e eu tive que revisar os mesmos capítulos dos livros didáticos infinitamente. Nessa época, consegui finalizar um livro que eu vinha lendo há dois anos, já — Escrever ficção, de Assis Brasil (2019). Um dia, quem sabe, trago comentários sobre a experiência terrível e o pouco que pude aprender com ela, todavia, por hora, só digo que detestei, me aborreci, me arrependi e me lamuriei de, um dia, ter pego neste eBook dos infernos! Vou morrer praguejando o nome de quem me recomendou este aqui.

O segundo semestre foi pra es-ta-gi-ar, e hobbies em terceiro plano pertenceram ao terceiro plano. Bom, pelo menos em teoria, né. Na realidade, eu pelejei muito com a procrastinação e a sensação de culpa que ela gera, criando um ciclo retroalimentado de profunda frustração. Fui postegando o objetivo de caçar emprego até passar do limite, e no final de outubro eu ainda estava parada… me senti insuficiente e tão desanimada que é difícil pôr em palavras.

No dia 23/10 eu participei de uma mentoria online gratuita, com uma psicóloga que admiro muito, e aqueles conselhos me deram gás. Desnecessário dizer, se nem os meus estudos estavam indo bem, quem dirá minhas leituras e escrita. Bom, mais ou menos nessa época eu terminei de ler Magi: The Labyrinth Of Magic, e estava obcecada pelos meus personagens favoritos — Aladdin e Kouha, que eu, inclusive, shippo um com o outro, beijos —, e estava atrás dos fanbooks oficiais e o que mais desse para achar nesse fandom mortim’ da Silva, então a oficina do djabo não esteve vazia. Só xoxa, capenga, anêmica.

Bom, em novembro a faculdade socou aproximadamente cinquenta mil tarefas pendentes no meu fiofó, portanto tomei a liberdade de apenas existir (como já vinha fazendo, porém, agora, oficialmente comigo e meus botões, e as minhas outras personalidades). Daí vem o parênteses no subtítulo da seção.

Talvez, em 2025… veremos, veremos. Entretanto, essa é uma ocasião proveitosa para reafirmar o meu voto de lentidão intencional e a manutenção dos hobbies como hobbies, nada mais, nada menos. Já toquei nesse assunto antes, o EON é um grande arquivo de murmúrios conversando entre si; a demora proposital, pra que eu amadureça minhas ideias e não termine odiando o processo, faz parte do meu sistema, porém há a “lentidão involuntária, versus o senso de urgência”, como bem descrevi antes. Sinto-me ambivalente, o que é nenhuma novidade — qual aspecto do eu, exposto à luz, não nos deixa assim, não é?

O segundo semestre do ano foi difícil, todavia o movimento amenizou algumas dores. Me fez bem estagiar, apesar de eu, no fim das contas, sequer ter começado a procurar um extracurricular, e me fez bem atender na clínica-escola, ter contato com as minhas pacientes, conversar com o professor sobre os casos clínicos, sobre carreira, sobre a vida… dar a cara a tapa assim, mesmo, borocoxô. Nunca deitarei sem pensar: “Se eu tivesse feito isso, isso, aquilo, conseguiria mais de Y.” Contudo… sei lá, sabe.

Só tô cansada. Vou me dar essa colher de chá, pouco é melhor que nada.

Como não poderia ser diferente, a inquietação quanto à “certeza” de que se-apenas-eu-tivesse-et-cetera se estende às fanfics (e ao blog), e o desafio trimestral que alteraria o status quo não se realizou; e digo mais, não sei quando se realizará. Essa é a verdade! Tenho tanto, tanto reservado para 2025/26 que, num átimo raríssimo de honestidade, aceitei prometer nada. Queria muito chegar aqui e dizer: “Dessa vez não deu por causa do estágio, mas ano que vem eu faço, ano que vem eu termino isso, aquilo, e aí em Y data eu publico sei lá o quê.” Porém, não dá. Seria mentira. É foda ser adulto.

Demorou, mas chegou — a época de perder os cabelos de tanto trabalhar, estudar e me lascar.

Hoje não estou animada pra explorar o tema da lentidão intencional contra a lógica da produtividade, da escrita criativa como hobbie em vez de responsabilidade, e nem das minhas propostas para driblar minha própria oscilação de humor sem perder de vista a problemática do processo. Vou deixar aqui, anotado, e depois, quando eu estiver melhor, cê me cobra, fanfimor?

Tô cansada, tô cansada. Queria fanficar, mas tenho que trabalhar… affs.

Gato coitadinho da Silva dizendo que s fazem sapecagens comigo, s fazem malvadezas

Everyday I wake up and the horrors of capitalism persist…


Expectativas artístico-literárias para os próximos 5 anos
Listar metas pra qualquer coisa dificilmente funciona comigo, porém isso não me impede. Eu gosto de listas, okay?! É bom pra voltar atrás e comparar realidades. Por isso, eu trouxe essa seção: para minha eu-futuro. Como estarei daqui a cinco anos, quanto à longfic? Se eu parar pra pensar, como quero estar?

Registrei dez conclusões, a partir do enunciado:

1. Terminar a outline das metades da longfic. Desde que eu sou eu, ao menos no mundinho fics brasileiras (de Grand Chase), estou na peleja pra planejar minha longfic. Agora creio conseguir, de fato, porque eu mexi bastante nela nos últimos dois anos, e de maneira assertiva. Finalmente tenho um método, um processo criativo, que me guie, então me resta, apenas, sentar e finalizar. É mais fácil falar do que fazer, é claro, é claro, porém essa conquista me deixa muito orgulhosa e satisfeita por si só. Pra ser honesta, eu genuinamente estou quase no fim da outline da primeira metade da fanfic… começarei a segunda metade do quase zero, porém a primeira só precisa de uns retoques. Vem aí!

2. Publicar os 15 primeiros capítulos. O real desafio se inicia aqui, pois eu tenho nada preparado pra essa versão revisada da fanfic. Vou rascunhar do primeiro capítulo em diante, e aí reescrever e editar cada um deles; sem textos de anos atrás que eu possa salvar. Eu tô fazendo das tripas coração pra diminuir a longfic e os seus capítulos, porém, ainda assim, serão longos, e será verdadeiramente difícil publicar quinze deles nos próximos cinco anos. Eu que lute, uár.

3. Transformar os 3 primeiros capítulos em episódios de podfic. Isso aqui é um capricho meu, apesar de escrever fanfics também o ser. Pra ti, fanfimor, que tem dúvidas, saiba que “podfics” são as fanfics narradas, da mesma forma que os áudiolivros são. Eu gosto da minha voz? Não. Eu gosto de ouvir áudiolivros, ou podcasts e afins? Também não; no entanto, eu acho que falta conteúdo de fanfic e fandom no YouTube, e vejo aí uma oportunidade de experimentar enquanto fã criadora de obras transformativas. Já percebi que tem muito leitor por lá, seja nos poucos canais que falam de fanfics ou até nos que postam aquelas de Seu/Nome, AUs com ídolos pop e tudo mais. Porque não dar a cara a tapa, né? O máximo que pode acontecer é eu flopar, como de praxe.

4. Conquistar 50 curtidas no Spirit, e 5 recomendações no Nyah. O meu fandom tem catorze gatos pingados e meio, e isso se três ou quatro não tiverem fugido pras colinas. Okay que o grupo no Facebook é grandinho, todavia as teias de aranha na seção de comentários das fanfics revelam um prospecto tenebroso pra ala literária da vizinhança chaser. Caso você não seja chaser, acredite em mim: 50 curtidas e 5 recomendações, mais de 20 anos após o lançamento do GCPC, é muita coisa. Se eu, porventura, aparecer com números maiores, foi por fé na minha mandinga.

5. Planificar 5 capítulos spin-off pra fanfic. Eu acho ✨chique✨ quem tem longfic postada, e acho ✨chique✨ quando a longfic tem spin-offs. Cresci lendo fanfics assim, e sempre quis ter isso no meu perfil. É isto, galera, minha motivação é só essa, mesmo.

6. Escrever um capítulo especial crossover com Fairy Tail. Nesse caso, eu tenho duas razões: a mais ardilosa é que o fandom de Fairy Tail é um bocado maior que o de Grand Chase, então eu espero fisgar um leitor de mangá shounen, ou dois, dessa maneira; a segunda é que Fairy Tail é um dos meus mangás favoritos há muito tempo, da mesma forma que eu amo Grand Chase há anos. Quero unir o útil ao agradável, e homenagear ambos nenéns no percurso.

7. Realizar 5 desafios de escrita criativa. Não sou uma escritora rápida, mas bem quero terminar essa fanfic o mais acelerado possível. Já tentei o Camp N*NoWriMo, em 2021, e deu errado, então a minha proposta daqui pra frente será desafios pontuais, de um dia só (ou, quiçá, uma semana). Olhe as variações que eu achei por aí: escrever 665 palavras por dia por um mês, até os 19.9k; 3k com quatro sprints em escadinha (600, 700, 800 e 900 palavras); uma write-a-tona de um dia todo, até os 5k; uma write-a-tona de um dia todo, até os 10k; Slow WriMo (@/kedreeva, no Tumblr), onde você começa com determinada meta diária, e ela aumenta de 50 em 50 a cada dia, até chegar num máximo, e então ela diminui de 50 em 50 para que volte ao valor inicial. No meu caso, eu começaria com 150, e aumentaria até o dia 15 do mês; no dia, o valor seria de 850 palavras.

8. Realizar duas collabs na plataforma de outro criador, e divulgar a fic lá. Essa meta não sei se será possível, mas ficaí a #reflexão. Gostaria de dar um pulo no podcast, ou blog, ou canal, ou qualquer ambiente virtual, que fale de fanfics — como fiz tempos atrás, no ARMYFICS Podcast. Estive nervosa no dia, mas foi uma experiência agradável que eu, tendo a oportunidade, repetirei com prazer. De quebra, estarei nas trincheiras pra fazer o marketing do meu Bebessaurus literatus.

9. Comissionar uma fanart baseada na fanfic. Outro capricho de fanmother ursa… mãe ursa, só que como fã que escreve fanfics? Sacou? …Bom, enfim, um capricho meu. O meu pobre ship fica comparativamente longe do patamar, em termos de fanartistas dispostos a desenhar artes para o casal, do ship mais famoso do fandom; tanto pro Lass, quanto pra Elesis (isso é, os outros ships com eles, grandes, que não eles juntos). Por isso, sofro de uma fome aguda de fanworks, incluindo fanarts. Na verdade, eu me atrevo a dizer que LaSis deve vir em terceiro lugar… talvez quarto, mas acho que terceiro… na lista de ships “grandes” com o Lass e a Elesis… sendo o segundo lugar, a meu ver, os ships incestuosos com o irmão de um e o ancestral de outra (e não me importa que o Sieg tem 600 anos!), ah. Well, that’s just not my kink, and that’s okay. Porém! Isso significa pouco fanwork pra mim, que já ando xoxa, capenga, anêmica, franga e borocoxô de carência, e não é que o resmungamento todo tenha tido algo a ver com o objetivo que eu deveria estar comentando, eu só quis desabafar, mas, de certa forma, tem, pois quando eu comissionar um dos meus fanartistas favoritos estarei acalentando a minha autora interior, e, ademais, contribuindo pro ecossistema de terrário dos LaSis shippers — uma cidadela povoada por cinco (5) cidafãs, incluindo eu.

10. Criar o design de uma fanbox (hipotética) da fanfic. Como já percebeu, eu gosto de inventar moda. Sou ótima inventando moda. Quando eu estiver muito quietinha, tal qual uma criança de três anos eu estarei no canto, inventando moda. Dito isso, entre os muitos projetos artesanais que eu adoraria explorar — scrapbooking, diagramação de ficbooks, encadernação de fanzines, pintura de bonecas —, está a idealização e montagem de uma fanbox. Se longfic fosse um livro físico e eu a enviasse para um fã, o que iria no pacote? Hmm… é um caso a se ponderar.
 
Pra ser honesta, pensar nesses objetivos me deu um pouco de trabalho. Tirando os quatro primeiro, todos os outros tive que explorar muito pra descobrir que me apetecem, e, se você reparar bem, verá que eles são maneiras de eu tratar essa longfic como trataria uma obra da qual eu sou fã. Eu amo a minha fanfic, e creio que será divertido agir intencionalmente como a autora apaixonada que sou.

Quem disse que celebrar seus próprios projetos precisa ser comedido? Porque que não um estardalhaço?

Não faço festas porque não é a minha praia, mas até que rola um bolo caseiro.

Se bem que são menos “dez metas para os próximos 5 anos”, e mais “dez ideias pra eu não sair dos trilhos”. Eu conseguindo, ficarei feliz? Claro. Se não, como fico? Normal, ué. Pra ser honesta, esse projeto está me saindo tão custoso que eu acho que, talvez, nem me abalaria tanto se ele continuasse no off… tipo assim, outras fics virão, sabe?, fics menores, mais fáceis de escrever e bem possíveis de serem publicadas. Talvez o meu leitor chegue no meu perfil e não veja O conto inscrito na lâmina em lugar nenhum, e só saiba de sua existência se acompanhar o meu blog.

Talvez eu me torne “a ficwriter que escreve fanfics de Grand Chase, e tem uma longfic não publicada em andamento”, e tá okay. Sei lá, já faz tanto tempo. Talvez seja normal para escritores de histórias longas, em certa hora, perderem de vista o objetivo de lançar suas narrativas ao mundo. Ou não. Complicado.

De toda forma é o meu caso, e se eu não pensar muito nisso até que fico de boas.

Ou talvez eu desista da fanfic. (Meu deus, os pensamentos impulsivos da gata…)


Sugestões de criação pra minha eu de daqui não-sei-quando
Essa seção não é um comentário sobre um esforço passado, mas já que estamos, mesmo, falando no futuro por essas bandas, por que não? Fica, aqui, um rabisco ou dois para mim mesma:

Operar de maneira trimestral (rascunho e reescrita). A ideia é passar um trimestre inteiro só rascunhando capítulos, e outro só reescrevendo e editando eles. Dessa maneira, me aproximo da minha intenção de publicar conforme a escrevo, porém não tão entrecortado, capítulo a capítulo (o método mais comum, que já testei e não funcionou). No mínimo, em três meses eu termino três deles, ou, com sorte, quatro ou cinco. É um ritmo espetacular pros meus planos pra fanfic!

Finalizar um capítulo por mês (rascunho ou reescrita). O meu maior problema não é nem a quantidade de capítulos que eu entregar ao ano, mas, sim, a consistência com o qual eu o fizer. Por isso, quero muito, muito, muito alcançar o mínimo viável. Eu continuarei escrevendo pro blog, e tenho o caralho a quatro pela frente então mais que um por mês é risível, no entanto… poxa, pelo menos um me deixaria tão feliz, sabe? Suponho ser capaz, quando menos, disso. Vou me esforçar.

Publicar os capítulos por sequência, sendo um por semana. Componho o meu enredo com capítulos pertencentes a sequências narrativas, e eu quero postar ela assim pois, a meu ver, será um meio termo entre literalmente publicar conforme escrevo, e escrever tudo no off primeiro. Quanto à regularidade, nada supera a atualização semanal de fanfics, né? Se eu deixar os capítulos prontos se acumularem em sequências, consigo passar umas semanas a fio dando as caras nos websites.

Desconectar a mim mesma 3h por semana, consistentemente. Esse aqui… ah, esse é espoleta. Julia Cameron, autora de O caminho do artista, sugere esses momentos periódicos de imersão em si, e eu tô há aaanos pra implementar algo assim na minha rotina. Penso que uma hora é pouco, de modo que três horas talvez me sirvam. Vejo como um encontro comigo mesma. Sair sozinha uma vez por semana, pra passar tempo aqui, consciente de mim, bem como faço com os meus amigos.

Não comentar no modo apanhadão, mas em tópicos e quando quiser. Okaaay que escrever regularmente sobre as angústias, os sucessos e etc tem a indubitável vantagem de facilitar o estudo de como os meus pensamentos mudam com o tempo, porém! É um saco. Odeio fazer isso. Só vou postar atualizações da fic no blog quando eu quiser, e não por me sentir obrigada a falar dela só pra estar “em dia” com a coluna; na mesma moeda, não vou me ater a um padrão na formatação desses textos. Conversarei do que achar relevante naquele dado momento, e só. It brings me happiness.
 
Em outras notas, tenho muitas ideias de publicações sobre a fanfic pro EON, incluindo: uma galeria com as informações das OCs que compõem a equipe multidisciplinar de Saúde que reaparece, de tempos em tempos, pra tratar da Elesis; análises aprofundadas da caracterização das personagens principais; enfim.

Quando possível, trarei minhas experiências e lições artísticas, e um guia do meu processo criativo.

O EON ainda vai ter muita coisa sobre essa longfic! Não vejo a hora de chegar lá.

 
3 ideias de fanfics spin-off para a longfic
Essas são premissas de capítulos únicos que eu talvez não consiga incluir na longfic em si, mas que, ainda assim, gostaria de publicar; quem sabe por jogarem luz a um aspecto negligenciado da narrativa ou só por que quero, mesmo. Com sorte, servirá para atiçar a sua curiosidade, fanfimor!

Mesmo design, só muda a paleta.” — Um dia a Amy decide maquiar Elesis… para que ela faça um cosplay de Lass. Como guardiões de Amy, os dois não têm exatamente como fugir da dançarina, então aquiescem. No entanto, para o constrangimento de alguns e admiração de outros, Edel visitou o reino esses tempos, e vai dar um alô ao trio bem na hora. Curiosíssimo como Edel e Elesis ficam parecidas se trocarmos algumas cores de lugar, né… the real ones will remember that one Tumblr post from years ago.

Desde antes das pepitas de ouro.” — Nesse conto, eu explico a história de Vimala Greatergold e como se relaciona com a poderosa associada dela, além do laço dessa companheira com Ducca, o recepcionista do dojô de Asin. Claro que a Mal terá seu adequado subenredo na fanfic, então essa spin-off não será uma leitura obrigatória para que o leitor compreenda o projeto. Está mais para uma leitura complementar, um resumo, pois talvez a maneira como disporei do passado dela fique fragmentada demais na fic.

Os laços que nos unem.” — Por fim, pelo menos até agora, uma oneshot SiegDio marota para os slash shippers de plantão. Can I say this is old men yaoi, or is it too soon? Nesse conto, cuja premissa pode vir a se tornar uma shortfic paralela à longfic principal (mas sobre o qual eu nada prometo, por preguiça), há um asmodiano extremista assediando um vilarejo de Ernas. Sieghart é despachado pela coroa para investigar o causo, e lá ele encontra Dio, com igual intenção. Os dois trabalham juntos, descobrem que a treta envolve uma caralhada de outras personagens num B.O de arquear sobrancelhas, e, quem sabe, terminam o dia na jacuzzi do hotel local. Por enquanto não me decidi o que farei com o Sieghart.

Ou o que farei que outros façam com ele… mwehehehe.
 

Ah, mas vamos ser breves, né? Falar é bom, mas falar demais é foda. Chega por hoje, chega, chega (eu digo, após ser nada breve). Sou inimiga da rapidez, sinto muito. Well, I tried my best, but I didn’t succeed… Uh, bom, a partir daqui creio que não há mais o que comentar dessa fic sem que eu sente a minha busanfa na cadeira e escreva, então… esperemos por boas novas. Se o planeta não explodir antes.

Não vai, mas talvez eu exploda. Ugh. Perdi o fio da meada.

(Olha, eu quis colocar algumas seções sob o código de spoiler, pra página ficar menor e a leitura menos densa, porém passei quase uma hora levando surra do editor de HTML do Dreamwidth; na hora que uma seção ficava certa, um </cut> fantasmagórico aparecia num local nadavê e fudia com tudo de maneira inexplicável, então eu desisti. A concorrência que ganhe, pois eu me retiro daqui.)

Esse ano eu tentei menos do que queria, e mais do que imaginava. Pensar no meu progresso me deixa feliz. Minha fic cresceu junto comigo, tornou-se um projeto maravilhoso, não vejo a hora de terminá-lo. Estou dando meu melhor pra escrever a melhor história que eu posso contar hoje.

Nadavê com o assunto, mas fiquei pensando em como eu adoro falar de escrever. O blog me permite isso, ter onde falar dos meus escritos… eu amo escrever no EON, e escrever sobre escrever, tanto quanto eu amo escrever ficção. Queria conseguir escrever de maneira consistente pra cá; quatro vezes no ano, a cada três meses, seria fantástico, mas, por hora, estou satisfeita em chegar ao fim de 2024 com três publicações sobre a minha fic. Pouco é melhor que nada, e, bem, ainda estamos no primeiro aninho do blog!

Obrigada a ti, fanfimor, por chegar até aqui. Beijinhos, mwah, mwah.

Confira, também: o sucessor do Nyah!, +Fiction! Cê ficou sabendo que o Nyah! virou urna de cinzas, e o Seiji lançou o +Fiction? O meu perfil lá tem o mesmo nome de usuário que eu uso aqui. Dê muito amor ao site, viu.
 

E você? Qual foi o seu principal projeto criativo esse ano?
ngtskynebula: (dilraba (sci-fi))
Para minha grande felicidade, estou, aos poucos, me sentindo mais e mais confortável de falar das minhas fanfics por aqui… inclusive das fics que eu nem sei se, ou quando, vou escrever! Importa, pra mim, pois sempre tive (e ainda tenho) muita neurose com isso. Experimentei um assunto semelhante noutro texto, de outras bandas e contextos, e até que gostei, por isso decidi trazer algo pro EON.

Sigamos na esperança de que eu não dê a louca e arquive o post. Dito isso, hoje eu falarei das fanfics de Grand Chase que eu inventei, e gostaria de, um dia, publicar nos meus perfis. Uma publicação do tipo já existe, de fics Lass/Elesis, porém o acesso é restrito a moots íntimos no Dreamwidth.

Repito: é uma lista ✨descompromissadãhn✨, viu? Sem pressão! (Isso é uma autocrítica.)

Contador de ideias: 3/10.
 
 
“Longas noites, cor de púrpura.”
Esse aqui vai me dar trabalho, viu. Não que todas as outras fics não darão…

Bom, vamos lá. Nessa AU, a Caçada nunca existiu, mas estamos em Ernas (e em Elyos); Dio, como líder da facção asmodiana moderada, unifica os grupos sob suas asas políticas, e robustece sua autoridade e influência ao realizar acordos no mundo humano. O problema é que os principais reinos humanos são hiper-rígidos em seus meios, e cismam com casamentos arranjados…!

Dio, que já é casado com Rey por motivação política, se vê obrigado a “casar-se” com mais uma penca de gente: Lire Eryuell, representante dos elfos aliados aos humanos e da Ilha de Eryuell; Ronan Erudon, embaixador de Canaban em Elyos; e Edel Frost, embaixadora de Serdin. Sieghart e Dio não são casados, porém o Sieghart dá uns pulos em Elyos vez ou outra. If ya know what I mean.

O Zero também aparece na fic, mas ele não fica com ninguém. Ele é o asmodiano de estimação da mansão. Protegido da Rey, frágil, é proibido tocar! Exceto pelo Grandark, talvez.

Nossa shortfic se inicia quando Dio, já com uma equipe de microempresa inteira morando com ele porque os humanos só inventam besteira, vai ao Hades fechar o último acordo, e, para o seu completo PAVOR, eles também querem enviar um embaixador pra Elyos da maneira mais medieval possível. O pulo do gato é que, como o Lass é mestiço, ele não é bem quisto no Hades, portanto sua ida é bem mais a corte do Submundo tentando se livrar dele do que ela estrategicamente instalando um informante ali.

Rufus é gente, e não bicho — isto posto, ele se revolta com essa pataquada da corte avernal, junto do Harpe. Não pensei muito no que eles fazem, em como se relacionam detalhadamente com a narrativa, porém fica aí o registro de que eles dão as caras, e provavelmente fazem mais que um panelaço. Dito isso, o Lass é bastante bem tratado, graças a deus, apesar da Rey e suas tendências de bullying.

Sem delongas, acompanhamos Lass e sua experiência como convidado de honra para os Burning Canyon-Crimson River, bem como a convivência com o Quarteto Fantástico. Minha proposta sempre foi explorar a construção de mundo de Elyos e as interações do elenco, aos poucos e mais do que qualquer coisa; por isso, a premissa da história é um tanto vaga, e não é o destaque do projeto. Ela é uma fic meio desafiadora, porque eu vou ter que pensar bastante antes de começar a realmente escrevê-la… o ponto alto são os detalhes. Como já devem ter notado, essa é mais uma das fics que eu idealizei junto da Maria: minha fiel escudeira e parceira de headcanons! Um dia te entrego as cinquenta mil fics que te prometi, amiga! ♡

Teremos Dio de sugar daddy com um harém de gostosos, teremos flora, fauna e cultura asmodiana, teremos Rey nhom-nhom-nhom nas mulheres da casa, teremos o Zero sendo resguardado dos males do mundo… o cardápio sazonal vai servir horrores, amados. Quantos capítulos essa fic terá? Não sei. Nos meus sonhos, só dois, mas não descarto a terrível possibilidade dessa brincadeirinha virar uma shortfic de até cinco. Quando a querida vem aí? Não sei. Talvez dentro dos próximos dez anos, se tivermos sorte.

Oh, e o título é baseado numa música do Jão. ‘Porque as noites com você são boas, enchendo a cara e falando mal das mesmas pessoas’, sabe? Eu ouvi: “Porque as noites com você são longas”, gostei da sonoridade, mexi aqui e ali, e pensei — é isso. É isso, lacrastes, é isso!

Quiçá essa fic termine sendo +18 por cenas smut entre o Dio e o Lass, não sei, não sei… não porque o enredo ‘pede’ ou ‘foi feito’ pra narrá-las, mas, sim, pois é um grande desperdício ter o Dio e o Lass no mesmo palco e não colocá-los pra se engolir contra a parede, né? Credo, que delícia.

O importante é o que importa (dar de comer, e comer o que se dá).
 
* No Brasil nós usamos “Lupus” em vez de “Rufus”, sim, eu sei, mas até que tô me habituando à variação. Quando eu decidir qual prefiro, não avisarei mas haverão sinais…
 
 
“eu/te (murmúrio, murmúrio).”
Essa aqui você provavelmente já conhece, exceto que eu mudei o título dela. E também mudei o enredo. No entanto! Ela continua com a premissa original! Isso mesmo, essa é a fic onde Lass e Azin são modelos; Lass é transferido para a agência onde Azin trabalha, no que Azin não vai com a cara dele e decide fazer disso um problema para o Lass resolver. O causo escalona a ponto de Lass ter um piripaque no meio do estúdio, e o dissimulado do Azin termina entendendo que sua antipatia gratuita era, na verdade, uma paixão.

Que ele expressou fazendo bullying com o Lass, porque o Azin não tem neurônios dentro do crânio.

Eu tô com essa fic dentro da gaveta há tempos… acho que anos, já, inclusive. Comecei a rascunhar o primeiro capítulo — antes, ela seria só uma oneshot, mas tive ideias para extras que podem vir a transformá-la numa twoshot, ou até three-shot — e fui até quase duas mil palavras, mas, ahn… não funfou, sabe? O que eu estava redigindo não me agradou. Decidi deixar ela quieta, já estava sem vontade de terminar ela (apesar de amar o enredo). Eventualmente, tive a ideia de replanejar ela e ver se cola.

O título foi uma outra dor de cabeça. Eu não pensei em nenhum que me satisfizesse, entretanto sabia que ele precisava mudar. Nisso, ‘roubei’ uma ideia pra post de blog: “eu/te (sussurro, sussurro)”. O post nada tem a ver com a fic, mas é um título bom, sonoro, me serviu. Não, eu não escrevi ou publiquei o post.

Minhas ideias de posts pro EON eu costumo guardar numa lista, agora longa, feita de títulos. Todos os meus títulos são bem autoexplicativos, por isso eu raramente expando os tópicos pra explicar pra minha eu-futuro do que se trata. “eu/te (sussurro, sussurro)” seria algo como um desabafo, uma carta endereçada a ninguém. O explorar frágil da minha ambivalência em relação a uns assuntos aí.
Caso eu venha a, de fato, publicá-lo, mudei ele um cadinho enquanto título de fanfic.

Foi batata, né? É a cara do Azin.

Qualquer dia eu sento e termino essa fic. Prometi à Maria! Eu demoro, mas cumpro.
 
 
Uma releitura sáfica de um conto de fadas
Sou inscrita no canal Overly Sarcastic Productions há anos, como não poderia deixar de ser; e entre os muitos excelentes vídeos publicados lá, o do conto norueguês do Príncipe Lindworm é um dos meus favoritos. Na minha versão, essa oneshot protagonizará a Amy e a Lin — sim, eu shippo a Amy com a Lin! Não decidi em nenhum título provisório, e nem tenho estimativa de quando começarei a mexer nessa fic.

Pensei em fazer da Lin a filha nascida da rosa encantada, e da Amy na camponesa escolhida para ser sua noiva. No conto original, há um buraco no enredo onde o príncipe-dragão é homem, em vez de mulher (conforme o orientado pela bruxa da floresta), mas eu não tenho medo de lésbicas então as minhas queridas serão duas mulheres sim. Eu sei desse conto basicamente desde que a Red postou o vídeo, há três anos, mas nunca me decidi pra qual ship entregaria a releitura… eu poderia fazer pros LaSis? Poderia, mas já que faço questão que seja sáfico — as one does, indeed —, porque não dar a palavra pras minhas lésbicas fanfiqueiras?

O enredo é bem pique conto de fadas, mesmo; não vou falar dele aqui, já que você pode só assistir ao vídeo por si mesmo (é curtíssimo, de boas). O vídeo do OSP é em inglês.

Ah, e só pra não perder a oportunidade de tagarelar: eu gosto de muitos outros contos de fadas, que o OSP me apresentou ou não, contudo não decidi como escreveria suas releituras, e nem para qual fandom. Quando eu matutar algo, comentarei sobre! Devo ter uns dois ou três livros físicos de contos, só pra descobrir fábulas novas a apadrinhar. E dos eBooks, nem se fala… ah, releitura é tudo de bom!


[00/00/00] Seção para adições futuras.


Ideias bônus! Duas fanfics NaLucy, de Fairy Tail. Sim, sim, eu sei; o post de hoje era pra ser só de Grand Chase… porém eu não saberia onde enfiar esses comentários, visto que não sou tão comprometida com o fandom quanto sou com Grand Chase (pra ter toooodo um post só pra ele). Perdoe a intrusão, sim?
 
“Lucy, minha pele está estranha!”
Existe uma condição chamada ‘analgesia congênita’, onde o paciente não sente dor; de primeira pode soar sensacional, porém uma ponderação mais profunda revela que isso é péssimo, porque a dor é um mecanismo de defesa do organismo humano. Nós precisamos dela. De semelhante maneira, a hipossensibilidade cutânea, ainda que não necessariamente se caracterize como analgesia, é ruim pro paciente, que também pode se machucar e não saber, correndo o risco de infectar a lesão, etc.

Bom, nessa fanfic o Natsu se mete à besta com um mago que mexe com as terminações nervosas aferentes do oponente, e termina ficando sem sensibilidade na pele. De primeira ele fica elétrico, pois pode cair na porrada com o Gray, o Elfman e meio mundo, sem sentir dor… só que aí ele percebe que ao fazer carinho no Happy ou ao abraçar a Lucy, ele sente nada.

Isso o estressa grandemente, claro, porém — o pulo do gato! Ele descobre que seus lábios e boca ainda estão funcionando. Pra cobrir a cota de toque físico do dia, Natsu faz bom proveito disso ao beijar Lucy (até que ele faz a segunda descoberta da temporada, que é: como é bom usar... a língua).

É isto, companheiros. Esta é a fanfic.

Estaremos aí para escrever o Natsu beijando as cicatrizes de luta da Lucy. E as demais partes sensíveis que ele achar, no caminho. When life gives you lemons, you gotta drink that with honey.

 
“Lucy, porque você não olha pra mim?”
Cana (melhor amiga de Lucy depois da Levy, e eu vou morrer defendendo esse ship) comenta como a Lucy tem Natsu na palma da mão, sobretudo considerando o quão poderoso ele se tornou nos últimos tempos. Lucy contra-argumenta que não é bem assim, porém a Cana sendo a Cana, ela não deita pra ninguém, e propõe uma aposta: que Lucy ignore Natsu o dia todo, e veja o quão longe ele irá pra recuperar sua atenção.

Eu não pensei, exatamente, no enredo da fic. Tenho o conceito, e só. Com certeza tratarei de limitá-la a uma oneshot, porém com uma base tão vaga, há espaço pra muita traquinagem, hehe. Talvez já tenha uma, ou várias, fics com premissa parecida no fandom. É a natureza da criatividade reinventar os mesmos clichês de tempos em tempos, então não me abalo. Dito isso, se eu encontrar uma fic NaLucy nesse pique será ótimo, porque aí eu não preciso escrever ela…
 
Uma potencial terceira ideia pra fanfic de Fairy Tail seria, na verdade, um mal da qual eu jurei fugir com todo o meu fôlego… sim, isso mesmo: um crossover. Pense comigo, veja se não estou certa… uma fic onde o Lass e a Elesis, vindos de Ernas, cruzam um portal e vêm parar na Terra… e, do outro lado, Gerard e Erza, vindos de Magnólia, cruzam um portal e também vêm parar na Terra… e os quatro precisam trabalhar juntos para sobreviver nesse mundo estranho e sem magia… toda uma configuração perfeita para explorar suas semelhanças e diferenças como personagens, como ships, e entre uns e outros… veja, veja… você enxerga? Você enxerga o que eu enxergo? Você enxerga o paralelo temático? Enxerga as possibilidades?! [Os seguranças me arrastam pra fora do auditório.] Eu sei o que digo! Por favor, acredite em mim! Nããããão—
 
 
De igual modo à lista de fics LaSis, vou atualizar essa aqui com o tempo. Tenho muuuitas ideias pra fanfic, como qualquer ficwriter, mas é um tanto difícil que eu me apegue a alguma e queira, realmente, escrevê-la; por isso, as atualizações serão demoradas e esparsas. Virão aí! Só que aos poucos!

Após me apaixonar pelos Lass/Azin (e Lass/Dio… e Lass/Azin/Dio… enfim, o harém do Lass), me peguei idealizando várias fics Boys Love — ou, pros fujos de plantão, yaoi. …Oh! Lemon? Era assim que falávamos? Bom, enfim, slash. No entanto, sob a nobre intenção de variar meu aparecimento nas tags da vida, tratarei de agitar a seção femmeslash do fandom assim que possível. Com Amy/Lin! E outros ships, talvez.

Pra ser sincera, o único ship Girls Love de Grand Chase que eu realmente shippo é AmyLin, mas a Elesis com a Rey, ou com a Lire, não me desagrada. Who knows? I might think something up.

E, é claro, não descarto a possibilidade de surgir com uma gen-fic.

Ah, agora deu vontade de discorrer sobre meus ships e headcanons românticos pro elenco… okay, chega, chega, estou me estendendo. Beijinhos, mwah, mwah.
 
p.s.: Ships principais → Lass e Elesis (o maior que temos!), Lass e Azin (kuudere e tsundere), Azin e Jin (um clássico), Lass e Dio (a dinâmica de sugar daddy e sugar baby é mera coincidência), Dio e Sieghart (nunca sai de moda), Sieghart e Mari (queerplatônico), Amy e Lin (duas lésbicas pilhas AA). Elesis eu não shippo com outras personagens além do Lass, mas leria ela com a Lire, com a Rey, ou com o Dio. Gente, o Dio é tudo de bom, né? Uau. Quero um Dio na minha vida. Weeeeeerneeer!!!

p.p.s.: Repararam no ícone que usei nesse texto? É a minha atriz chinesa predileta, Dilraba Dilmurat! Eu sou apaixonada por ela, gente. Nunca assisti nenhuma das séries dela, mas sou apaixonada por ela. Dilraba, você sempre será famosa (๑˘︶˘๑)
 
Tá booom, agora eu vou. Beijos!
 
Confira também: “Comentando uma lista de fanfics Lass/Elesis que quero escrever.

2.485 palavras em 15/03/2025.
 
E você, chaser? Quais são os seus ships? E em quais fics tem trabalhado?
ngtskynebula: (dilraba dilmurat (pensativa))
Esse é o meu blog. Não é um blog sobre fandom e fanfics, mas o meu blog, no qual eu, só de vez em quando, falo sobre fandom e fanfics. Então porque é tão difícil que eu atualize o meu blog? Sério, o que há com isso tudo? Caramba.

Dei um pulo por essas bandas no fim de março, e, antes disso, apenas em fevereiro. Já estamos no meio de 2024. Daqui pra frente ficarei mais atarefada, e não menos; me entristece pensar no EON e no quão parado ele anda… não por falta de vontade ou ideias, claro. Veja, esse post aqui teve sua primeira versão em 03/03, a segunda em 23/04, e a terceira em 18/05. O tanto de subtópicos que eu idealizei, eliminei e troquei de lugar não tá escrito no gibi. Tenho muito a dizer, muito.

Não conseguirei dizer tudo. Sequer me atreverei a pensar em tentá-lo. Só pra matar a saudade, e para fins de futuro retrospecto, essa quarta versão do que deveria ser um texto hiper fácil de redigir será breve (não semicerra esses olhos pra mim!) e bem #girlblogging.

Sem a parte do culto a supermodelos, hiperfeminilidade e abuso de substâncias químicas, porém com a parte da depressão moderada. Please remember, I’m just a girl…


I. Um tempo atrás, eu publiquei dois textos sobre a minha longfic de Grand Chase — que, aliás, provavelmente mudará de título, mas nada certo —, e o bom de fazer esses comentários é, de fato, relembrá-los e analisá-los. Inclusive, nadavê com o assunto, mas fica aqui minha recomendação de que você, fanfimor, definitivamente deveria criar um blog pra si. Se for no Dreamwidth, melhor ainda; sejamos moots! Não tá valendo a pena ter perfil em redes sociais, mesmo.

Projetos pessoais, por outro lado, me trazem muita alegria, embora me estressem até eu querer sair correndo, pelada, pela rua. Quanto à minha longfic, me chama a atenção o tanto de vezes que eu me lamentei sobre lentidão involuntária e senso de urgência. Esse tópico me é muito importante e sensível, tratarei dele mais vezes no futuro; uma seção num post de recapitulação não basta. Como disse, tô trabalhando nessa fic há anos, e até hoje não progredi substancialmente porque a minha movimentação é inconsistente demais.

O meu mundo interno se transcorre num ritmo vagaroso. Sou introspectiva, eu observo e ouço e demoro pra concluir pois, por dentro, as conexões entre uma ideia e outra se sucedem aos poucos. Quando crio, é moroso do mesmo jeito. Por outro lado, estou inserida numa sociedade que, desde criança, impõe pressa, me diz que tenho pouco tempo, que tenho que ir mais rápido, rápido, mais rápido, ainda mais! Oras, se para respeitar a minha cadência natural e, também, me divertir com o processo de criação, eu devo ir devagar, como poderia conciliá-lo com o contador flutuando sobre a minha cabeça, me lembrando do fim que se aproxima? Se me afasto, vejo que não há fim, porque a vida não é dessa forma. Porém é pedir demais que eu destrua sozinha uma noção que forçaram no meu crânio a datar do início da minha existência.

Infelizmente, esse desespero silencioso não me afeta apenas com os estudos e a profissão. Ter uma longfic é se comprometer com algo que, no mínimo, te exigirá meses, e, no meu caso, demandará anos e anos… e anos, e anos, e anos. Eu quero terminar ela logo pois sinto que estou atrasada, que estou abusando dum tempo que não me pertence. Quem decidiu isso? Porque eu estaria? Não sei. No entanto, isso não me impede de me sentir assim.

Como se não bastasse, esse assombro tem fonte dupla: além de tudo, também me sinto assim pois tenho medo de, no meio do caminho, perder o fôlego e adicionar essa história à já longa lista de projetos que engenhei puramente porque eu quis, porque me fazia bem, e nunca terminei. Me dói tanto pensar em como sou resoluta quando o assunto são os outros, mas aí, quando chega a vez de eu fazer algo por mim, eu bambeio e liquefaço. Quero me dar esse motivo de me orgulhar de mim, e receio não conseguir isso. Quebraria o meu coração. De novo.

Quanto mais esse projeto se estica no tempo, mais frustrada eu fico, e mais medo eu tenho. Estou ansiosa. Bastante ansiosa. Eu achava que sempre fui boa em lidar com metas de longo prazo, mas talvez tenha me superestimado… talvez eu esteja ficando mais frágil conforme envelheço.

O desafio de três meses é uma oportunidade fantástica pra eu aprender a solução mais eficaz pro meu problema — consistência. Minha primeira tentativa não foi tão bem-sucedida, porém como registrei: “
1h por dia progredindo com a minha longfic”, eu sei onde errei. Por isso, matutei estratégias para uma segunda vez mais inteligente!
  1. O meu humor oscila bastante, então: posso experimentar ‘dois dias sim, um dia não’ pra sentar e mexer na fic, aliado a ‘semana sim, semana não’ no quesito focar em preencher o meu mundo interno de contentamento quando o blues vir. Eu sei quais os meus hábitos problemáticos (me enclausurar no quarto, ficar muitas horas no telefone, não pegar sol), e consigo pensar nas alternativas (andar de bicicleta, ouvir podcast no terraço, acompanhar um tutorial de dança no YouTube).
  2. Início e meio de mês são momentos cruciais, então: posso aproveitá-los pra refocar e replanejar, ou simplesmente analisar o progresso do mês anterior. Espero que isso me motive a continuar com o desafio.
  3. Por fim, pra não me perder no mundaréu de tarefas: eu vou listar oito metas pro trimestre do desafio, e terei mais ou menos duas semanas pra cada. De preferência, elas terão relação uma com a outra, partindo de um grande objetivo específico.
* Nota da autora: declaro, por via desta, que eu não gosto de ouvir podcast, mas tem uma porção de podcasts sobre fandom e fanfics que eu adoraria consumir. Subir pro terraço é bom pra pegar ar, então porque não unir o útil ao agradável? Bem preciso usar o fone de trinta reais que minha mãe comprou pra mim…

Joguei o plano no ar, pesca quem quiser! (Sou eu. Eu que preciso pescar.)

Em outras notas, essa questão da urgência me lembra o transtorno da brevidade. Se, por um lado, demorar tanto com a minha fic me frustrou, e frustra, demasiadamente, por outro permitiu que a história amadurecesse da maneira que apenas o passar do tempo garante. Minha fanfic diminuiu, tornou-se uma tapeçaria costurada com fios rentes, trançados com intenção; e, com ela, evoluiu o meu estilo como escritora, tanto pra ficção quanto para blogs. No EON, eu experienciei a curiosa necessidade de mais de uma versão com vários posts… algo inédito no AE.

Penso que, agora adulta, estou mais rígida com a qualidade das minhas redações, e como eu nunca termino nenhum texto com rapidez o passar dos dias e semanas influenciam tanto minha opinião que está ficando difícil alcançar meus critérios autoimpostos. Um dia, se possível, quero publicar um livro profissionalmente, então até que não é, de todo, ruim, porém as razões para lentidão só aumentam. Em compensação, reler os textos que eu redigi nos últimos dois anos me faz feliz.

Muito, muito feliz.

Eu escrevo bem. Estou escrevendo cada vez melhor; o crescimento é demorado, mas real. Creio, inclusive, que os meus textos são facilmente compreensíveis, e me orgulho disso; por esse prisma, me atrevo a dizer que estou no caminho certo pra praticar minha maior crença na escrita, que é de quem escreve bem escreve fácil. No blog e nas fanfics, estou satisfeita com os meus textos… quero aumentar a quantidade, também, e vou me dedicar pra isso.

No meio tempo, que eu não me esqueça de cuidar de mim. O tanto de vezes que eu já disse que voltaria com hobbies que me são bons, e não voltei… simplesmente não reaja.


II. Quanto a agora, digo que é oficial: tô quase terminando minha primeira graduação! Eu ouvi um amém, irmãos?! Glória deus! É pra glorificar de pé, igreja! Essa foi pra calar todos os que, um dia, disseram que eu não conseguiria (eu disse). Seguimos aí, nem firmes e nem fortes, inclusive quase morrendo, capenga, xoxa, anêmica, pronta pra fazer parte do ciclo de nitrogênio…

Enfim, tchau pro sétimo período, e oi pro oitavo.

Depois das férias, é claro, é claro.

Os planos são simples, e envolvem eu encontrar um estágio extracurricular remunerado no contraturno do meu estágio obrigatório, pra eu servir ao capitalismo do tinhoso cheia de ódio no coração e, finalmente, ter recursos pra comprar meus coisinhos e passear com os meus amores. E adquirir conhecimento, é claro, é claro. Se não der certo, eu me jogo na frente do coordenador e mudo a trajetória da vida dele ou depredo propriedade privada alheia, ainda não me decidi.

Eu vou prestar o vestibular da Uerj em 2025, pois estou prevista pra me formar em Fisioterapia no final do ano que vem, e quero engatar uma faculdade na outra; ou seja, minha intenção é começar Psicologia em 2026, assim que eu terminar a primeira graduação. Por isso, meus estudos de pré-vest autodidata começarão no semestre que vem… nos horários que for possível.

Bom, isso é um problema pra minha eu do futuro (daqui a um mês, só). Ela que lute.


III. Pra daqui a pouco… é, não sei o que dizer. No EON, eu preferiria publicar um texto por mês, mas bem sabemos que isso não vai acontecer nem tão cedo; pra minha fic, verei se consigo refazer o desafio trimestral que “inventei”, e, sem dúvidas, trago o relato pro blog. Num cenário ideal, eu termino o planejamento dessa fic esse ano, e fico livre pra começar a rerrascunhá-la ano que vem.

Oooh, mas quanto a fanfics, um comentário tangencial — eu tive ideias pra fics Lass/Elesis! Isso é raro, precisa ser celebrado! Okay, foram oneshots +18, cujas premissas eu idealizei quando estava no período fértil, mas… toda fic pra rareship é bem-vinda, humpf. Se eu as escrevi? Não, mas o ponto não é este. O foda de fics smut é que eu só tenho vontade de escrever fic assim quando tô serelepe, e como tenho pouca energia criativa num geral, se não termino logo nos dias em que tive a ideia as chances de terminar em algum outro momento são baixíssimas. Today’s TMI, I guess. Sem bullying, hein, ficwriter de fic smut também é gente.

Comecei, e não terminei, um punhado de fics de k-pop nesse primeiro semestre, também. Essa vida de escritora que não escreve… ô, deus.

Por outro ângulo, tô esperançosa pro próximo período. Eu conseguindo o estágio extracurricular e acompanhando as aulas de dança sem faltar, já estarei meio caminho andado. Ore por mim, me deseje pique. Quero energia, meu deus, ser uma adulta responsável é tão desgastante…


Bom, e agora eu proponho: enunciados para reflexão. Retirados do Pinterest, como quase metade das coisas que se vê na web. Um beijo pro querido, mwah.

1. O que você tem aprendido, e desaprendido?
Como equilibrar a raiva e a alegria, e transformá-los em matriz pro meu engajamento político. Os dois são resistência, e são motivações para tal, além de serem sentimentos perfeitamente válidos, e perfeitamente humanos, independentemente do marcador social que te recorta. Quando você é uma pessoa consciente e compassiva é impossível não nutrir ódio pelo sistema; no entanto, nem só de raiva viverá a pessoa politizada, a menos que queira definhar de maneira explosiva.

Por isso, fazer questão dos momentos de paz e alegria também é necessário.

Não vou mentir, é difícil demais encarar a enormidade dos problemas do mundo — a qual eu sei bem que não cabe a mim resolver — e não se desesperar. Eu estou desesperada há anos, sem pausa, com a garganta entalada e os olhos molhados. Todo o sofrimento evitável e mitigável que existe na Terra por conta da ganância e egoísmo de um punhado de pessoas impensavelmente poderosas me consome as entranhas, e me já paralisou diversas vezes, exacerbando sinais e sintomas de ansiedade e depressão a ponto me fazer querer morrer. Quando levanto da minha cama, dia após dia, batalho comigo mesma pra não ceder diante da desesperança.

Eu vejo os projetos de lei, as associações em networking, os pronunciamentos dando visibilidade, e tudo o mais, de pessoas más com pessoas más, multiplicando a barbárie… e penso que a crueldade humana é um poço sem fim. Não compreendo tamanha violência. Não entra na minha cabeça.

O mundo sempre esteve pegando fogo. Eu ter descoberto sobre tais incêndios nos últimos anos, como, por exemplo, sobre os genocídios ocorrendo no Sudão, no Congo e na Palestina, não muda o fato de que eles estão aí há décadas, partes do projeto imperialista pelo norte global além do meu entendimento. O Estados Unidos sempre foi assim, a Inglaterra sempre foi assim, os demais países europeus sempre foram assim; tudo é assim desde que o colonialismo foi instaurado.

Sabendo disso, estou tentando me manter viva, e me educar enquanto não tenho recursos para protestar nas avenidas, e apoiar causas com o tanto de visibilidade que a minha plataforma na web fornece, e cuidar dos meus amores. É o pouco, e o tanto, que tenho agora. No ínterim, só me resta cultivar otimismo ambiental, e acreditar que os movimentos revolucionários terão força para que o anticapitalismo vença ainda na nossa vez de pisarmos na Terra, nem que seja unicamente para que as nossas crianças herdem um mundo menos individualista e cancerígeno.

Isto aí. Estou aprendendo a ser uma pessoa bondosa, sem que o peso da verdade me esmague, e desaprendendo a temer mais o futuro do que a inércia. Desafiador, mas possível.

Um mundo melhor é possível na nossa vez de pisar na Terra.


2. O que te trouxe grande alegria, e o que te desafiou grandemente?
Hm… eu diria que o que mais me deleita, ultimamente, é sair com os meus amores. Eu saí apenas duas vezes esse ano, com a Day e com o Lu, mas como minha intenção com o dinheiro que entra através das diárias freelance no restaurante mudou de “comprar os livros que eu sempre quis ter” para “ir passear com quem eu amo”, ainda que eu não esteja saindo com frequência eu bem fico animada de pensar nisso, sabe? Porque eu sei que, cedo ou tarde, os rolês virão. Em julho estarei com três (talvez cinco!) dos meus nenéns.

Não vejo a hora de abraçá-los (๑>◡<๑)

De fato, independência financeira é viciante. Nada chega perto do gostinho de querer fazer algo e ir lá e fazer, porque tu pode, porque o dinheiro é teu. Isso me mantém nos trilhos pra eu não abrir mão dos estudos, inclusive, por mais difícil e ingrato que seja estudar no Brasil.

Por outro lado, um grande desafio — não só do último semestre, mas no geral — é todo o tempo em que não tenho acesso a esses momentos. É absurdo pensar que não tenho direito a transporte, a lazer, a cidades limpas e seguras, a comida; antes disso, tenho que trabalhar, pra só então ganhar dinheiro, e então trocá-lo por esses recursos e serviços. Tipo assim?! Gente! Que horror!

Ô besta burra, o animal humano. O único que cobra pra ter acesso à Terra.

Como bem disse Rousseau, o bicho humano é gente fina; a possibilidade de poder sobre o outro que o corrompe. Sem vias de piramidação social, sem opressão… mas não entremos neste assunto.

Sigo puta, e sozinhadeprê. Capitalismo do caralho.


3. Que impacto positivo você gerou na comunidade onde está inserido?
O meu círculo social continua mais ou menos o mesmo. É bem estável, e a maioria das pessoas que entram na minha vida seguem nela de maneira duradoura. Me orgulho disso, e falar disso me deixa extremamente feliz. Sou imensamente realizada nesse sentido.

Considero os meus amigos e minha família imediata a minha comunidade, e vejo que sou amada como os amo, e que confiam em mim e contam comigo. Eu preciso ajudar, me sentir útil, então tê-los ao meu redor… não tem preço. Quando converso com eles e nós nos abrimos um para o outro, percebo que agrado com minha companhia, e creio que esse é o maior impacto que eu causo.

No futuro, espero ter a oportunidade de impactar a vizinhança que eu terminar habitando ao sair da casa do meu pai. São ideias que fazem parte do meu plano de carreira em primeiro lugar, mas que, de todo jeito, mexem com essa minha carência de pertencer e colaborar.

Fica aqui o meu agradecimento aos meus amigos, sem os quais eu não seria eu, e não estaria mais aqui. Obrigada, de verdade. Desejo uma vida rica e satisfatória para todos nós.


4. Com o que está mais animado, em relação ao próximo semestre?
Com os estágios, apesar de estar com medo em igual medida. Bom, como não poderia? Estranho seria se eu não tivesse receio nenhum, né. Sem condições!

Não acho que eu vá me arrepender da área que escolhi, pelo menos não mais do que me arrependo de ter nascido antes de tudo, porém tô curiosa quanto a como reagirei quando tratar pacientes… uma das minhas veteranas chorou no primeiro dia de estágio dela. Imagino que farei o mesmo. Já vou guardando as cartelas de dipirona na bolsa, uh.

Se eu conseguir um emprego fixo… ficarei tão cansada que não sobrará energia pra mais nada, mas, tirando isso, finalmente terei dinheiro pra custear os inúmeros itens que preciso, e aí, depois disso, talvez eu tenha dinheiro sobrando pra sair com os meus amores! Hooray! Que delícia. I’m straight up having so much fun.

Pensando melhor, talvez não valha a pena cont—


5. Quais eram as suas expectativas para esse ano e o semestre passado? Como elas se comparam com a realidade que você vivenciou?
Nossa, ah.

Então. Risos.

Risos, risos, risos.

É, família… é. (Insira aqui um clipe meu chorrindo.) Te contar que, assim — em 2021 eu comprei minha primeira agenda, sabe? Pra organizar meu dia, cumprir várias tarefas, ser produtiva, pipipi popopo; gostei de usar, mesmo que não tenha cumprido meu então intento, e aí se passaram os anos e eu sofistiquei o meu sistema com um planner de metas do ano, porque eu achava chique e queria experimentar. Minha ideia: todo começo de ano listar 10 a 12 metas, sendo 3 pra quatro áreas diferentes da minha vida, cada, e aí eu sentaria e faria uma retrospectiva no fim de cada mês, trimestre, semestre, e, por fim, ano. Bastante #girlboss da minha parte, não?

Só que 2023 foi tão descaralhento comigo, tão filhodaputa, tão aterrorizante, que quando chegou dezembro eu sequer sabia como estava aqui, quem dirá enxergava 2024 com o viés de, “ah, esse ano não deu, mas ano que vem eu consigo!”. Minha expectativa foi, namoral, não ter nenhuma dessas minhocas no meu terrário. Doze metas? Tá maluco?

Só não atravessei o portal zerada porque eu sabia de duas coisas: em 2024 eu tinha que eliminar todas as disciplinas da minha grade, pro ano que vem ser só estágio, e eu preciso de um emprego fixo, mesmo que não seja da minha área. O resto é resto no cálculo da divisão.

Depois da segunda metade da graduação, não tem mais isso de Saúde por amor. Tô é cheia de ódio no coração e querendo moer um no soco. Saindo até fogo pelas ventas, sifudê.

Infelizmente para todos os envolvidos (eu), 2024 tem sido uma extensão de 2023, que, de vez em quando, brinca com o fogo e periga piorar o que já está péssimo, porém! Sigo aí. Nem firme, nem forte, quase chutando o balde. Sigo aí.

Não sei se vale a pena esperar que o próximo semestre seja significativamente melhor, e confesso que, com o passar do tempo, me vejo cada vez menos otimista. Mas eu bem queria que as coisas dessem certo pra mim, sei lá. Se não for pedir muito, etc e tal.




Uma das opções de título pra esse post foi: “Crise de meio do ano: esmoreci, me abati, mas estou aqui!”. Bacana, mas difícil de reproduzir anualmente, então escolhi o atual: “Seis meses, e pause.” Curto, e eficaz. Muito pouco dramático pro meu gosto, mas eficaz.

Não sei quando volto pra cá, e nem consigo estimar qual será o tema do próximo post. Será legal se eu puder trazer algo voltado para a cultura de fãs, já que, dessa vez, eu vim com um desabafo. No entanto, o que vier está bom, qualquer que seja. Quero registrar que todas as versões antigas desse texto tinham uma nota extremamente entristecida e desesperada, então estou feliz, e orgulhosa de mim, de poder vir aqui postar um texto pessoal que contraste com os anteriores.

(Na medida do possível, né. Brasil, sil, sil, sil…)

Esse semestre foi dificílimo pra mim, meus amigos íntimos sabem bem. Fiz muito, com seriedade o tempo todo, mesmo quando me senti angustiada. Não vejo a hora de começar a colher os bons frutos dos últimos anos de dedicação acadêmica e ética. Tô cansada, quero coooolo…

Obrigada aos meus amores, sem os quais eu não chegaria tão longe. Mesmo aos que não leem o meu blog, e, consequentemente, nunca me lerão agradecê-los por aqui (só pelo Whatsapp). Já vão se preparando psicologicamente, assim que possível estaremos aí com um abraço e uma torta!

Beijinhos, fanfimor. Mwah, mwah.

p.s.: Esse texto tem menos de 3.600 palavras. Cumpri minha promessa de sucintez! Chuuupa!

3.593 palavras.

Confira também: “O guia do fanfiqueiro de como comentar nas fanfics”.

Oi! Tudo bem?

Nascida em 2002, sou assexual, multirromântica, preta, carioca da gema e bastante revoltada com os governos estadual, nacional e mundiais.

Gosto de gatos, cozinhar, gargalhar alto. Gosto, também, de Grand Chase, Seventeen, alta fantasia e não-ficção.

Como todos os outros, sou uma miríade.

Finquei meus pés na blogosfera em 2018, lançando o blog Anotações Esparsas, cujo qual eu viria a coautorar com o Carlos, um colega meu, até eu me retirar da equipe. Como poderá ler no texto: “Com anos de atraso, hoje eu me apresento a vocês”, deixei o AE porque cresci para além dele, embora minha proposta com o EON seja quase idêntica.

Minha proposta de falar de fanfics, fandom e cultura de fãs continuará, porém com a adição positiva de mais de mim. Mais do que escrevo, mais do que penso, e, principalmente, mais do que sou. Por aqui, você, fanfimor, lerá sobre minhas fics, e das releituras que eu fizer, e artigos tratando das opiniões que eu me reprimi compartilhar publicamente por tantos anos.

Como estou adulta — para o meu pavor —, espere por publicação lenta. Minhas prioridades serão minha carreira e minha vida pessoal, então escrever para blog será terciário, por vezes quaternário. Quando o influxo alcançar o estopim, darei as caras por aqui para extravasar um pouco. Não sei escrever demais, e não sei ficar sem escrever. Estranho como são as coisas, não?

No âmbito de escrever e postar fanfics, não tem diferença; escreverei devagar, postarei quase nunca. Dito isso, a feitiçaria que a KOG Studios fez não me deixa sair do fandom, e, por isso, as chances de eu postar uma oneshot ou shortfic são baixas, mas nunca zero. Se eu não estiver fazendo isso, então estou quebrando a cabeça com minha longfic Lass/Elesis — ‘O conto inscrito na lâmina’. Quando der na telha, comento dela por aqui.

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