ngtskynebula: (dilraba (sci-fi))
Para minha grande felicidade, estou, aos poucos, me sentindo mais e mais confortável de falar das minhas fanfics por aqui… inclusive das fics que eu nem sei se, ou quando, vou escrever! Importa, pra mim, pois sempre tive (e ainda tenho) muita neurose com isso. Experimentei um assunto semelhante noutro texto, de outras bandas e contextos, e até que gostei, por isso decidi trazer algo pro EON.

Sigamos na esperança de que eu não dê a louca e arquive o post. Dito isso, hoje eu falarei das fanfics de Grand Chase que eu inventei, e gostaria de, um dia, publicar nos meus perfis. Uma publicação do tipo já existe, de fics Lass/Elesis, porém o acesso é restrito a moots íntimos no Dreamwidth.

Repito: é uma lista ✨descompromissadãhn✨, viu? Sem pressão! (Isso é uma autocrítica.)

Contador de ideias: 3/10.
 
 
“Longas noites, cor de púrpura.”
Esse aqui vai me dar trabalho, viu. Não que todas as outras fics não darão…

Bom, vamos lá. Nessa AU, a Caçada nunca existiu, mas estamos em Ernas (e em Elyos); Dio, como líder da facção asmodiana moderada, unifica os grupos sob suas asas políticas, e robustece sua autoridade e influência ao realizar acordos no mundo humano. O problema é que os principais reinos humanos são hiper-rígidos em seus meios, e cismam com casamentos arranjados…!

Dio, que já é casado com Rey por motivação política, se vê obrigado a “casar-se” com mais uma penca de gente: Lire Eryuell, representante dos elfos aliados aos humanos e da Ilha de Eryuell; Ronan Erudon, embaixador de Canaban em Elyos; e Edel Frost, embaixadora de Serdin. Sieghart e Dio não são casados, porém o Sieghart dá uns pulos em Elyos vez ou outra. If ya know what I mean.

O Zero também aparece na fic, mas ele não fica com ninguém. Ele é o asmodiano de estimação da mansão. Protegido da Rey, frágil, é proibido tocar! Exceto pelo Grandark, talvez.

Nossa shortfic se inicia quando Dio, já com uma equipe de microempresa inteira morando com ele porque os humanos só inventam besteira, vai ao Hades fechar o último acordo, e, para o seu completo PAVOR, eles também querem enviar um embaixador pra Elyos da maneira mais medieval possível. O pulo do gato é que, como o Lass é mestiço, ele não é bem quisto no Hades, portanto sua ida é bem mais a corte do Submundo tentando se livrar dele do que ela estrategicamente instalando um informante ali.

Rufus é gente, e não bicho — isto posto, ele se revolta com essa pataquada da corte avernal, junto do Harpe. Não pensei muito no que eles fazem, em como se relacionam detalhadamente com a narrativa, porém fica aí o registro de que eles dão as caras, e provavelmente fazem mais que um panelaço. Dito isso, o Lass é bastante bem tratado, graças a deus, apesar da Rey e suas tendências de bullying.

Sem delongas, acompanhamos Lass e sua experiência como convidado de honra para os Burning Canyon-Crimson River, bem como a convivência com o Quarteto Fantástico. Minha proposta sempre foi explorar a construção de mundo de Elyos e as interações do elenco, aos poucos e mais do que qualquer coisa; por isso, a premissa da história é um tanto vaga, e não é o destaque do projeto. Ela é uma fic meio desafiadora, porque eu vou ter que pensar bastante antes de começar a realmente escrevê-la… o ponto alto são os detalhes. Como já devem ter notado, essa é mais uma das fics que eu idealizei junto da Maria: minha fiel escudeira e parceira de headcanons! Um dia te entrego as cinquenta mil fics que te prometi, amiga! ♡

Teremos Dio de sugar daddy com um harém de gostosos, teremos flora, fauna e cultura asmodiana, teremos Rey nhom-nhom-nhom nas mulheres da casa, teremos o Zero sendo resguardado dos males do mundo… o cardápio sazonal vai servir horrores, amados. Quantos capítulos essa fic terá? Não sei. Nos meus sonhos, só dois, mas não descarto a terrível possibilidade dessa brincadeirinha virar uma shortfic de até cinco. Quando a querida vem aí? Não sei. Talvez dentro dos próximos dez anos, se tivermos sorte.

Oh, e o título é baseado numa música do Jão. ‘Porque as noites com você são boas, enchendo a cara e falando mal das mesmas pessoas’, sabe? Eu ouvi: “Porque as noites com você são longas”, gostei da sonoridade, mexi aqui e ali, e pensei — é isso. É isso, lacrastes, é isso!

Quiçá essa fic termine sendo +18 por cenas smut entre o Dio e o Lass, não sei, não sei… não porque o enredo ‘pede’ ou ‘foi feito’ pra narrá-las, mas, sim, pois é um grande desperdício ter o Dio e o Lass no mesmo palco e não colocá-los pra se engolir contra a parede, né? Credo, que delícia.

O importante é o que importa (dar de comer, e comer o que se dá).
 
* No Brasil nós usamos “Lupus” em vez de “Rufus”, sim, eu sei, mas até que tô me habituando à variação. Quando eu decidir qual prefiro, não avisarei mas haverão sinais…
 
 
“eu/te (murmúrio, murmúrio).”
Essa aqui você provavelmente já conhece, exceto que eu mudei o título dela. E também mudei o enredo. No entanto! Ela continua com a premissa original! Isso mesmo, essa é a fic onde Lass e Azin são modelos; Lass é transferido para a agência onde Azin trabalha, no que Azin não vai com a cara dele e decide fazer disso um problema para o Lass resolver. O causo escalona a ponto de Lass ter um piripaque no meio do estúdio, e o dissimulado do Azin termina entendendo que sua antipatia gratuita era, na verdade, uma paixão.

Que ele expressou fazendo bullying com o Lass, porque o Azin não tem neurônios dentro do crânio.

Eu tô com essa fic dentro da gaveta há tempos… acho que anos, já, inclusive. Comecei a rascunhar o primeiro capítulo — antes, ela seria só uma oneshot, mas tive ideias para extras que podem vir a transformá-la numa twoshot, ou até three-shot — e fui até quase duas mil palavras, mas, ahn… não funfou, sabe? O que eu estava redigindo não me agradou. Decidi deixar ela quieta, já estava sem vontade de terminar ela (apesar de amar o enredo). Eventualmente, tive a ideia de replanejar ela e ver se cola.

O título foi uma outra dor de cabeça. Eu não pensei em nenhum que me satisfizesse, entretanto sabia que ele precisava mudar. Nisso, ‘roubei’ uma ideia pra post de blog: “eu/te (sussurro, sussurro)”. O post nada tem a ver com a fic, mas é um título bom, sonoro, me serviu. Não, eu não escrevi ou publiquei o post.

Minhas ideias de posts pro EON eu costumo guardar numa lista, agora longa, feita de títulos. Todos os meus títulos são bem autoexplicativos, por isso eu raramente expando os tópicos pra explicar pra minha eu-futuro do que se trata. “eu/te (sussurro, sussurro)” seria algo como um desabafo, uma carta endereçada a ninguém. O explorar frágil da minha ambivalência em relação a uns assuntos aí.
Caso eu venha a, de fato, publicá-lo, mudei ele um cadinho enquanto título de fanfic.

Foi batata, né? É a cara do Azin.

Qualquer dia eu sento e termino essa fic. Prometi à Maria! Eu demoro, mas cumpro.
 
 
Uma releitura sáfica de um conto de fadas
Sou inscrita no canal Overly Sarcastic Productions há anos, como não poderia deixar de ser; e entre os muitos excelentes vídeos publicados lá, o do conto norueguês do Príncipe Lindworm é um dos meus favoritos. Na minha versão, essa oneshot protagonizará a Amy e a Lin — sim, eu shippo a Amy com a Lin! Não decidi em nenhum título provisório, e nem tenho estimativa de quando começarei a mexer nessa fic.

Pensei em fazer da Lin a filha nascida da rosa encantada, e da Amy na camponesa escolhida para ser sua noiva. No conto original, há um buraco no enredo onde o príncipe-dragão é homem, em vez de mulher (conforme o orientado pela bruxa da floresta), mas eu não tenho medo de lésbicas então as minhas queridas serão duas mulheres sim. Eu sei desse conto basicamente desde que a Red postou o vídeo, há três anos, mas nunca me decidi pra qual ship entregaria a releitura… eu poderia fazer pros LaSis? Poderia, mas já que faço questão que seja sáfico — as one does, indeed —, porque não dar a palavra pras minhas lésbicas fanfiqueiras?

O enredo é bem pique conto de fadas, mesmo; não vou falar dele aqui, já que você pode só assistir ao vídeo por si mesmo (é curtíssimo, de boas). O vídeo do OSP é em inglês.

Ah, e só pra não perder a oportunidade de tagarelar: eu gosto de muitos outros contos de fadas, que o OSP me apresentou ou não, contudo não decidi como escreveria suas releituras, e nem para qual fandom. Quando eu matutar algo, comentarei sobre! Devo ter uns dois ou três livros físicos de contos, só pra descobrir fábulas novas a apadrinhar. E dos eBooks, nem se fala… ah, releitura é tudo de bom!


[00/00/00] Seção para adições futuras.


Ideias bônus! Duas fanfics NaLucy, de Fairy Tail. Sim, sim, eu sei; o post de hoje era pra ser só de Grand Chase… porém eu não saberia onde enfiar esses comentários, visto que não sou tão comprometida com o fandom quanto sou com Grand Chase (pra ter toooodo um post só pra ele). Perdoe a intrusão, sim?
 
“Lucy, minha pele está estranha!”
Existe uma condição chamada ‘analgesia congênita’, onde o paciente não sente dor; de primeira pode soar sensacional, porém uma ponderação mais profunda revela que isso é péssimo, porque a dor é um mecanismo de defesa do organismo humano. Nós precisamos dela. De semelhante maneira, a hipossensibilidade cutânea, ainda que não necessariamente se caracterize como analgesia, é ruim pro paciente, que também pode se machucar e não saber, correndo o risco de infectar a lesão, etc.

Bom, nessa fanfic o Natsu se mete à besta com um mago que mexe com as terminações nervosas aferentes do oponente, e termina ficando sem sensibilidade na pele. De primeira ele fica elétrico, pois pode cair na porrada com o Gray, o Elfman e meio mundo, sem sentir dor… só que aí ele percebe que ao fazer carinho no Happy ou ao abraçar a Lucy, ele sente nada.

Isso o estressa grandemente, claro, porém — o pulo do gato! Ele descobre que seus lábios e boca ainda estão funcionando. Pra cobrir a cota de toque físico do dia, Natsu faz bom proveito disso ao beijar Lucy (até que ele faz a segunda descoberta da temporada, que é: como é bom usar... a língua).

É isto, companheiros. Esta é a fanfic.

Estaremos aí para escrever o Natsu beijando as cicatrizes de luta da Lucy. E as demais partes sensíveis que ele achar, no caminho. When life gives you lemons, you gotta drink that with honey.

 
“Lucy, porque você não olha pra mim?”
Cana (melhor amiga de Lucy depois da Levy, e eu vou morrer defendendo esse ship) comenta como a Lucy tem Natsu na palma da mão, sobretudo considerando o quão poderoso ele se tornou nos últimos tempos. Lucy contra-argumenta que não é bem assim, porém a Cana sendo a Cana, ela não deita pra ninguém, e propõe uma aposta: que Lucy ignore Natsu o dia todo, e veja o quão longe ele irá pra recuperar sua atenção.

Eu não pensei, exatamente, no enredo da fic. Tenho o conceito, e só. Com certeza tratarei de limitá-la a uma oneshot, porém com uma base tão vaga, há espaço pra muita traquinagem, hehe. Talvez já tenha uma, ou várias, fics com premissa parecida no fandom. É a natureza da criatividade reinventar os mesmos clichês de tempos em tempos, então não me abalo. Dito isso, se eu encontrar uma fic NaLucy nesse pique será ótimo, porque aí eu não preciso escrever ela…
 
Uma potencial terceira ideia pra fanfic de Fairy Tail seria, na verdade, um mal da qual eu jurei fugir com todo o meu fôlego… sim, isso mesmo: um crossover. Pense comigo, veja se não estou certa… uma fic onde o Lass e a Elesis, vindos de Ernas, cruzam um portal e vêm parar na Terra… e, do outro lado, Gerard e Erza, vindos de Magnólia, cruzam um portal e também vêm parar na Terra… e os quatro precisam trabalhar juntos para sobreviver nesse mundo estranho e sem magia… toda uma configuração perfeita para explorar suas semelhanças e diferenças como personagens, como ships, e entre uns e outros… veja, veja… você enxerga? Você enxerga o que eu enxergo? Você enxerga o paralelo temático? Enxerga as possibilidades?! [Os seguranças me arrastam pra fora do auditório.] Eu sei o que digo! Por favor, acredite em mim! Nããããão—
 
 
De igual modo à lista de fics LaSis, vou atualizar essa aqui com o tempo. Tenho muuuitas ideias pra fanfic, como qualquer ficwriter, mas é um tanto difícil que eu me apegue a alguma e queira, realmente, escrevê-la; por isso, as atualizações serão demoradas e esparsas. Virão aí! Só que aos poucos!

Após me apaixonar pelos Lass/Azin (e Lass/Dio… e Lass/Azin/Dio… enfim, o harém do Lass), me peguei idealizando várias fics Boys Love — ou, pros fujos de plantão, yaoi. …Oh! Lemon? Era assim que falávamos? Bom, enfim, slash. No entanto, sob a nobre intenção de variar meu aparecimento nas tags da vida, tratarei de agitar a seção femmeslash do fandom assim que possível. Com Amy/Lin! E outros ships, talvez.

Pra ser sincera, o único ship Girls Love de Grand Chase que eu realmente shippo é AmyLin, mas a Elesis com a Rey, ou com a Lire, não me desagrada. Who knows? I might think something up.

E, é claro, não descarto a possibilidade de surgir com uma gen-fic.

Ah, agora deu vontade de discorrer sobre meus ships e headcanons românticos pro elenco… okay, chega, chega, estou me estendendo. Beijinhos, mwah, mwah.
 
p.s.: Ships principais → Lass e Elesis (o maior que temos!), Lass e Azin (kuudere e tsundere), Azin e Jin (um clássico), Lass e Dio (a dinâmica de sugar daddy e sugar baby é mera coincidência), Dio e Sieghart (nunca sai de moda), Sieghart e Mari (queerplatônico), Amy e Lin (duas lésbicas pilhas AA). Elesis eu não shippo com outras personagens além do Lass, mas leria ela com a Lire, com a Rey, ou com o Dio. Gente, o Dio é tudo de bom, né? Uau. Quero um Dio na minha vida. Weeeeeerneeer!!!

p.p.s.: Repararam no ícone que usei nesse texto? É a minha atriz chinesa predileta, Dilraba Dilmurat! Eu sou apaixonada por ela, gente. Nunca assisti nenhuma das séries dela, mas sou apaixonada por ela. Dilraba, você sempre será famosa (๑˘︶˘๑)
 
Tá booom, agora eu vou. Beijos!
 
Confira também: “Comentando uma lista de fanfics Lass/Elesis que quero escrever.

2.485 palavras em 15/03/2025.
 
E você, chaser? Quais são os seus ships? E em quais fics tem trabalhado?
ngtskynebula: (dilraba dilmurat (pensativa))
Esse é o meu blog. Não é um blog sobre fandom e fanfics, mas o meu blog, no qual eu, só de vez em quando, falo sobre fandom e fanfics. Então porque é tão difícil que eu atualize o meu blog? Sério, o que há com isso tudo? Caramba.

Dei um pulo por essas bandas no fim de março, e, antes disso, apenas em fevereiro. Já estamos no meio de 2024. Daqui pra frente ficarei mais atarefada, e não menos; me entristece pensar no EON e no quão parado ele anda… não por falta de vontade ou ideias, claro. Veja, esse post aqui teve sua primeira versão em 03/03, a segunda em 23/04, e a terceira em 18/05. O tanto de subtópicos que eu idealizei, eliminei e troquei de lugar não tá escrito no gibi. Tenho muito a dizer, muito.

Não conseguirei dizer tudo. Sequer me atreverei a pensar em tentá-lo. Só pra matar a saudade, e para fins de futuro retrospecto, essa quarta versão do que deveria ser um texto hiper fácil de redigir será breve (não semicerra esses olhos pra mim!) e bem #girlblogging.

Sem a parte do culto a supermodelos, hiperfeminilidade e abuso de substâncias químicas, porém com a parte da depressão moderada. Please remember, I’m just a girl…


I. Um tempo atrás, eu publiquei dois textos sobre a minha longfic de Grand Chase — que, aliás, provavelmente mudará de título, mas nada certo —, e o bom de fazer esses comentários é, de fato, relembrá-los e analisá-los. Inclusive, nadavê com o assunto, mas fica aqui minha recomendação de que você, fanfimor, definitivamente deveria criar um blog pra si. Se for no Dreamwidth, melhor ainda; sejamos moots! Não tá valendo a pena ter perfil em redes sociais, mesmo.

Projetos pessoais, por outro lado, me trazem muita alegria, embora me estressem até eu querer sair correndo, pelada, pela rua. Quanto à minha longfic, me chama a atenção o tanto de vezes que eu me lamentei sobre lentidão involuntária e senso de urgência. Esse tópico me é muito importante e sensível, tratarei dele mais vezes no futuro; uma seção num post de recapitulação não basta. Como disse, tô trabalhando nessa fic há anos, e até hoje não progredi substancialmente porque a minha movimentação é inconsistente demais.

O meu mundo interno se transcorre num ritmo vagaroso. Sou introspectiva, eu observo e ouço e demoro pra concluir pois, por dentro, as conexões entre uma ideia e outra se sucedem aos poucos. Quando crio, é moroso do mesmo jeito. Por outro lado, estou inserida numa sociedade que, desde criança, impõe pressa, me diz que tenho pouco tempo, que tenho que ir mais rápido, rápido, mais rápido, ainda mais! Oras, se para respeitar a minha cadência natural e, também, me divertir com o processo de criação, eu devo ir devagar, como poderia conciliá-lo com o contador flutuando sobre a minha cabeça, me lembrando do fim que se aproxima? Se me afasto, vejo que não há fim, porque a vida não é dessa forma. Porém é pedir demais que eu destrua sozinha uma noção que forçaram no meu crânio a datar do início da minha existência.

Infelizmente, esse desespero silencioso não me afeta apenas com os estudos e a profissão. Ter uma longfic é se comprometer com algo que, no mínimo, te exigirá meses, e, no meu caso, demandará anos e anos… e anos, e anos, e anos. Eu quero terminar ela logo pois sinto que estou atrasada, que estou abusando dum tempo que não me pertence. Quem decidiu isso? Porque eu estaria? Não sei. No entanto, isso não me impede de me sentir assim.

Como se não bastasse, esse assombro tem fonte dupla: além de tudo, também me sinto assim pois tenho medo de, no meio do caminho, perder o fôlego e adicionar essa história à já longa lista de projetos que engenhei puramente porque eu quis, porque me fazia bem, e nunca terminei. Me dói tanto pensar em como sou resoluta quando o assunto são os outros, mas aí, quando chega a vez de eu fazer algo por mim, eu bambeio e liquefaço. Quero me dar esse motivo de me orgulhar de mim, e receio não conseguir isso. Quebraria o meu coração. De novo.

Quanto mais esse projeto se estica no tempo, mais frustrada eu fico, e mais medo eu tenho. Estou ansiosa. Bastante ansiosa. Eu achava que sempre fui boa em lidar com metas de longo prazo, mas talvez tenha me superestimado… talvez eu esteja ficando mais frágil conforme envelheço.

O desafio de três meses é uma oportunidade fantástica pra eu aprender a solução mais eficaz pro meu problema — consistência. Minha primeira tentativa não foi tão bem-sucedida, porém como registrei: “
1h por dia progredindo com a minha longfic”, eu sei onde errei. Por isso, matutei estratégias para uma segunda vez mais inteligente!
  1. O meu humor oscila bastante, então: posso experimentar ‘dois dias sim, um dia não’ pra sentar e mexer na fic, aliado a ‘semana sim, semana não’ no quesito focar em preencher o meu mundo interno de contentamento quando o blues vir. Eu sei quais os meus hábitos problemáticos (me enclausurar no quarto, ficar muitas horas no telefone, não pegar sol), e consigo pensar nas alternativas (andar de bicicleta, ouvir podcast no terraço, acompanhar um tutorial de dança no YouTube).
  2. Início e meio de mês são momentos cruciais, então: posso aproveitá-los pra refocar e replanejar, ou simplesmente analisar o progresso do mês anterior. Espero que isso me motive a continuar com o desafio.
  3. Por fim, pra não me perder no mundaréu de tarefas: eu vou listar oito metas pro trimestre do desafio, e terei mais ou menos duas semanas pra cada. De preferência, elas terão relação uma com a outra, partindo de um grande objetivo específico.
* Nota da autora: declaro, por via desta, que eu não gosto de ouvir podcast, mas tem uma porção de podcasts sobre fandom e fanfics que eu adoraria consumir. Subir pro terraço é bom pra pegar ar, então porque não unir o útil ao agradável? Bem preciso usar o fone de trinta reais que minha mãe comprou pra mim…

Joguei o plano no ar, pesca quem quiser! (Sou eu. Eu que preciso pescar.)

Em outras notas, essa questão da urgência me lembra o transtorno da brevidade. Se, por um lado, demorar tanto com a minha fic me frustrou, e frustra, demasiadamente, por outro permitiu que a história amadurecesse da maneira que apenas o passar do tempo garante. Minha fanfic diminuiu, tornou-se uma tapeçaria costurada com fios rentes, trançados com intenção; e, com ela, evoluiu o meu estilo como escritora, tanto pra ficção quanto para blogs. No EON, eu experienciei a curiosa necessidade de mais de uma versão com vários posts… algo inédito no AE.

Penso que, agora adulta, estou mais rígida com a qualidade das minhas redações, e como eu nunca termino nenhum texto com rapidez o passar dos dias e semanas influenciam tanto minha opinião que está ficando difícil alcançar meus critérios autoimpostos. Um dia, se possível, quero publicar um livro profissionalmente, então até que não é, de todo, ruim, porém as razões para lentidão só aumentam. Em compensação, reler os textos que eu redigi nos últimos dois anos me faz feliz.

Muito, muito feliz.

Eu escrevo bem. Estou escrevendo cada vez melhor; o crescimento é demorado, mas real. Creio, inclusive, que os meus textos são facilmente compreensíveis, e me orgulho disso; por esse prisma, me atrevo a dizer que estou no caminho certo pra praticar minha maior crença na escrita, que é de quem escreve bem escreve fácil. No blog e nas fanfics, estou satisfeita com os meus textos… quero aumentar a quantidade, também, e vou me dedicar pra isso.

No meio tempo, que eu não me esqueça de cuidar de mim. O tanto de vezes que eu já disse que voltaria com hobbies que me são bons, e não voltei… simplesmente não reaja.


II. Quanto a agora, digo que é oficial: tô quase terminando minha primeira graduação! Eu ouvi um amém, irmãos?! Glória deus! É pra glorificar de pé, igreja! Essa foi pra calar todos os que, um dia, disseram que eu não conseguiria (eu disse). Seguimos aí, nem firmes e nem fortes, inclusive quase morrendo, capenga, xoxa, anêmica, pronta pra fazer parte do ciclo de nitrogênio…

Enfim, tchau pro sétimo período, e oi pro oitavo.

Depois das férias, é claro, é claro.

Os planos são simples, e envolvem eu encontrar um estágio extracurricular remunerado no contraturno do meu estágio obrigatório, pra eu servir ao capitalismo do tinhoso cheia de ódio no coração e, finalmente, ter recursos pra comprar meus coisinhos e passear com os meus amores. E adquirir conhecimento, é claro, é claro. Se não der certo, eu me jogo na frente do coordenador e mudo a trajetória da vida dele ou depredo propriedade privada alheia, ainda não me decidi.

Eu vou prestar o vestibular da Uerj em 2025, pois estou prevista pra me formar em Fisioterapia no final do ano que vem, e quero engatar uma faculdade na outra; ou seja, minha intenção é começar Psicologia em 2026, assim que eu terminar a primeira graduação. Por isso, meus estudos de pré-vest autodidata começarão no semestre que vem… nos horários que for possível.

Bom, isso é um problema pra minha eu do futuro (daqui a um mês, só). Ela que lute.


III. Pra daqui a pouco… é, não sei o que dizer. No EON, eu preferiria publicar um texto por mês, mas bem sabemos que isso não vai acontecer nem tão cedo; pra minha fic, verei se consigo refazer o desafio trimestral que “inventei”, e, sem dúvidas, trago o relato pro blog. Num cenário ideal, eu termino o planejamento dessa fic esse ano, e fico livre pra começar a rerrascunhá-la ano que vem.

Oooh, mas quanto a fanfics, um comentário tangencial — eu tive ideias pra fics Lass/Elesis! Isso é raro, precisa ser celebrado! Okay, foram oneshots +18, cujas premissas eu idealizei quando estava no período fértil, mas… toda fic pra rareship é bem-vinda, humpf. Se eu as escrevi? Não, mas o ponto não é este. O foda de fics smut é que eu só tenho vontade de escrever fic assim quando tô serelepe, e como tenho pouca energia criativa num geral, se não termino logo nos dias em que tive a ideia as chances de terminar em algum outro momento são baixíssimas. Today’s TMI, I guess. Sem bullying, hein, ficwriter de fic smut também é gente.

Comecei, e não terminei, um punhado de fics de k-pop nesse primeiro semestre, também. Essa vida de escritora que não escreve… ô, deus.

Por outro ângulo, tô esperançosa pro próximo período. Eu conseguindo o estágio extracurricular e acompanhando as aulas de dança sem faltar, já estarei meio caminho andado. Ore por mim, me deseje pique. Quero energia, meu deus, ser uma adulta responsável é tão desgastante…


Bom, e agora eu proponho: enunciados para reflexão. Retirados do Pinterest, como quase metade das coisas que se vê na web. Um beijo pro querido, mwah.

1. O que você tem aprendido, e desaprendido?
Como equilibrar a raiva e a alegria, e transformá-los em matriz pro meu engajamento político. Os dois são resistência, e são motivações para tal, além de serem sentimentos perfeitamente válidos, e perfeitamente humanos, independentemente do marcador social que te recorta. Quando você é uma pessoa consciente e compassiva é impossível não nutrir ódio pelo sistema; no entanto, nem só de raiva viverá a pessoa politizada, a menos que queira definhar de maneira explosiva.

Por isso, fazer questão dos momentos de paz e alegria também é necessário.

Não vou mentir, é difícil demais encarar a enormidade dos problemas do mundo — a qual eu sei bem que não cabe a mim resolver — e não se desesperar. Eu estou desesperada há anos, sem pausa, com a garganta entalada e os olhos molhados. Todo o sofrimento evitável e mitigável que existe na Terra por conta da ganância e egoísmo de um punhado de pessoas impensavelmente poderosas me consome as entranhas, e me já paralisou diversas vezes, exacerbando sinais e sintomas de ansiedade e depressão a ponto me fazer querer morrer. Quando levanto da minha cama, dia após dia, batalho comigo mesma pra não ceder diante da desesperança.

Eu vejo os projetos de lei, as associações em networking, os pronunciamentos dando visibilidade, e tudo o mais, de pessoas más com pessoas más, multiplicando a barbárie… e penso que a crueldade humana é um poço sem fim. Não compreendo tamanha violência. Não entra na minha cabeça.

O mundo sempre esteve pegando fogo. Eu ter descoberto sobre tais incêndios nos últimos anos, como, por exemplo, sobre os genocídios ocorrendo no Sudão, no Congo e na Palestina, não muda o fato de que eles estão aí há décadas, partes do projeto imperialista pelo norte global além do meu entendimento. O Estados Unidos sempre foi assim, a Inglaterra sempre foi assim, os demais países europeus sempre foram assim; tudo é assim desde que o colonialismo foi instaurado.

Sabendo disso, estou tentando me manter viva, e me educar enquanto não tenho recursos para protestar nas avenidas, e apoiar causas com o tanto de visibilidade que a minha plataforma na web fornece, e cuidar dos meus amores. É o pouco, e o tanto, que tenho agora. No ínterim, só me resta cultivar otimismo ambiental, e acreditar que os movimentos revolucionários terão força para que o anticapitalismo vença ainda na nossa vez de pisarmos na Terra, nem que seja unicamente para que as nossas crianças herdem um mundo menos individualista e cancerígeno.

Isto aí. Estou aprendendo a ser uma pessoa bondosa, sem que o peso da verdade me esmague, e desaprendendo a temer mais o futuro do que a inércia. Desafiador, mas possível.

Um mundo melhor é possível na nossa vez de pisar na Terra.


2. O que te trouxe grande alegria, e o que te desafiou grandemente?
Hm… eu diria que o que mais me deleita, ultimamente, é sair com os meus amores. Eu saí apenas duas vezes esse ano, com a Day e com o Lu, mas como minha intenção com o dinheiro que entra através das diárias freelance no restaurante mudou de “comprar os livros que eu sempre quis ter” para “ir passear com quem eu amo”, ainda que eu não esteja saindo com frequência eu bem fico animada de pensar nisso, sabe? Porque eu sei que, cedo ou tarde, os rolês virão. Em julho estarei com três (talvez cinco!) dos meus nenéns.

Não vejo a hora de abraçá-los (๑>◡<๑)

De fato, independência financeira é viciante. Nada chega perto do gostinho de querer fazer algo e ir lá e fazer, porque tu pode, porque o dinheiro é teu. Isso me mantém nos trilhos pra eu não abrir mão dos estudos, inclusive, por mais difícil e ingrato que seja estudar no Brasil.

Por outro lado, um grande desafio — não só do último semestre, mas no geral — é todo o tempo em que não tenho acesso a esses momentos. É absurdo pensar que não tenho direito a transporte, a lazer, a cidades limpas e seguras, a comida; antes disso, tenho que trabalhar, pra só então ganhar dinheiro, e então trocá-lo por esses recursos e serviços. Tipo assim?! Gente! Que horror!

Ô besta burra, o animal humano. O único que cobra pra ter acesso à Terra.

Como bem disse Rousseau, o bicho humano é gente fina; a possibilidade de poder sobre o outro que o corrompe. Sem vias de piramidação social, sem opressão… mas não entremos neste assunto.

Sigo puta, e sozinhadeprê. Capitalismo do caralho.


3. Que impacto positivo você gerou na comunidade onde está inserido?
O meu círculo social continua mais ou menos o mesmo. É bem estável, e a maioria das pessoas que entram na minha vida seguem nela de maneira duradoura. Me orgulho disso, e falar disso me deixa extremamente feliz. Sou imensamente realizada nesse sentido.

Considero os meus amigos e minha família imediata a minha comunidade, e vejo que sou amada como os amo, e que confiam em mim e contam comigo. Eu preciso ajudar, me sentir útil, então tê-los ao meu redor… não tem preço. Quando converso com eles e nós nos abrimos um para o outro, percebo que agrado com minha companhia, e creio que esse é o maior impacto que eu causo.

No futuro, espero ter a oportunidade de impactar a vizinhança que eu terminar habitando ao sair da casa do meu pai. São ideias que fazem parte do meu plano de carreira em primeiro lugar, mas que, de todo jeito, mexem com essa minha carência de pertencer e colaborar.

Fica aqui o meu agradecimento aos meus amigos, sem os quais eu não seria eu, e não estaria mais aqui. Obrigada, de verdade. Desejo uma vida rica e satisfatória para todos nós.


4. Com o que está mais animado, em relação ao próximo semestre?
Com os estágios, apesar de estar com medo em igual medida. Bom, como não poderia? Estranho seria se eu não tivesse receio nenhum, né. Sem condições!

Não acho que eu vá me arrepender da área que escolhi, pelo menos não mais do que me arrependo de ter nascido antes de tudo, porém tô curiosa quanto a como reagirei quando tratar pacientes… uma das minhas veteranas chorou no primeiro dia de estágio dela. Imagino que farei o mesmo. Já vou guardando as cartelas de dipirona na bolsa, uh.

Se eu conseguir um emprego fixo… ficarei tão cansada que não sobrará energia pra mais nada, mas, tirando isso, finalmente terei dinheiro pra custear os inúmeros itens que preciso, e aí, depois disso, talvez eu tenha dinheiro sobrando pra sair com os meus amores! Hooray! Que delícia. I’m straight up having so much fun.

Pensando melhor, talvez não valha a pena cont—


5. Quais eram as suas expectativas para esse ano e o semestre passado? Como elas se comparam com a realidade que você vivenciou?
Nossa, ah.

Então. Risos.

Risos, risos, risos.

É, família… é. (Insira aqui um clipe meu chorrindo.) Te contar que, assim — em 2021 eu comprei minha primeira agenda, sabe? Pra organizar meu dia, cumprir várias tarefas, ser produtiva, pipipi popopo; gostei de usar, mesmo que não tenha cumprido meu então intento, e aí se passaram os anos e eu sofistiquei o meu sistema com um planner de metas do ano, porque eu achava chique e queria experimentar. Minha ideia: todo começo de ano listar 10 a 12 metas, sendo 3 pra quatro áreas diferentes da minha vida, cada, e aí eu sentaria e faria uma retrospectiva no fim de cada mês, trimestre, semestre, e, por fim, ano. Bastante #girlboss da minha parte, não?

Só que 2023 foi tão descaralhento comigo, tão filhodaputa, tão aterrorizante, que quando chegou dezembro eu sequer sabia como estava aqui, quem dirá enxergava 2024 com o viés de, “ah, esse ano não deu, mas ano que vem eu consigo!”. Minha expectativa foi, namoral, não ter nenhuma dessas minhocas no meu terrário. Doze metas? Tá maluco?

Só não atravessei o portal zerada porque eu sabia de duas coisas: em 2024 eu tinha que eliminar todas as disciplinas da minha grade, pro ano que vem ser só estágio, e eu preciso de um emprego fixo, mesmo que não seja da minha área. O resto é resto no cálculo da divisão.

Depois da segunda metade da graduação, não tem mais isso de Saúde por amor. Tô é cheia de ódio no coração e querendo moer um no soco. Saindo até fogo pelas ventas, sifudê.

Infelizmente para todos os envolvidos (eu), 2024 tem sido uma extensão de 2023, que, de vez em quando, brinca com o fogo e periga piorar o que já está péssimo, porém! Sigo aí. Nem firme, nem forte, quase chutando o balde. Sigo aí.

Não sei se vale a pena esperar que o próximo semestre seja significativamente melhor, e confesso que, com o passar do tempo, me vejo cada vez menos otimista. Mas eu bem queria que as coisas dessem certo pra mim, sei lá. Se não for pedir muito, etc e tal.




Uma das opções de título pra esse post foi: “Crise de meio do ano: esmoreci, me abati, mas estou aqui!”. Bacana, mas difícil de reproduzir anualmente, então escolhi o atual: “Seis meses, e pause.” Curto, e eficaz. Muito pouco dramático pro meu gosto, mas eficaz.

Não sei quando volto pra cá, e nem consigo estimar qual será o tema do próximo post. Será legal se eu puder trazer algo voltado para a cultura de fãs, já que, dessa vez, eu vim com um desabafo. No entanto, o que vier está bom, qualquer que seja. Quero registrar que todas as versões antigas desse texto tinham uma nota extremamente entristecida e desesperada, então estou feliz, e orgulhosa de mim, de poder vir aqui postar um texto pessoal que contraste com os anteriores.

(Na medida do possível, né. Brasil, sil, sil, sil…)

Esse semestre foi dificílimo pra mim, meus amigos íntimos sabem bem. Fiz muito, com seriedade o tempo todo, mesmo quando me senti angustiada. Não vejo a hora de começar a colher os bons frutos dos últimos anos de dedicação acadêmica e ética. Tô cansada, quero coooolo…

Obrigada aos meus amores, sem os quais eu não chegaria tão longe. Mesmo aos que não leem o meu blog, e, consequentemente, nunca me lerão agradecê-los por aqui (só pelo Whatsapp). Já vão se preparando psicologicamente, assim que possível estaremos aí com um abraço e uma torta!

Beijinhos, fanfimor. Mwah, mwah.

p.s.: Esse texto tem menos de 3.600 palavras. Cumpri minha promessa de sucintez! Chuuupa!

3.593 palavras.

Confira também: “O guia do fanfiqueiro de como comentar nas fanfics”.
ngtskynebula: (lass/elesis (fundo azul))
Cê já ouviu falar do N*NoWriMo? Ele é um desafio de escrita anual — todo novembro —, onde os escritores se comprometem a escrever 50.000 palavras. Experimentei e odiei (não sou competitiva, não funfou, acontece). No entanto, aprendi muito quanto à importância de uma rotina criativa depois que descobri essa ala da comunidade. É daí que vem o tema da empreitada da vez… inspirada no N*NoWriMo, eu pensei num desafio feito sob medida pra mim: progredir com a minha fanfic trabalhando por 1h/dia, durante três meses.

[25/10/2024] Por causa das múltiplas polêmicas envolvendo a equipe e moderação por trás do N*NoWriMo, entre elas assédio e o apoio à inteligência artificial generativa, eu deletei meu perfil há uns meses e agora uso o TrackBear para monitorar meu progresso. Sugiro, aos escritores leitores do blog, que façam o mesmo, ainda que compre nada oficial do N*No, e, portanto, não contribua financeiramente. O número de usuários ativos de um website também é um aspecto de valor para uma dada marca.

Eu sou lenta, falei disso em “Uns muitos anos desengavetando a mesma fic”, por isso decidi num trimestre inteiro, e como estou replanejando Relíquia das Almas: O Conto da Espada, não há nexo no critério ser escrever. Usei uma Google Planilha para monitoramento, o meu fiel caderno-mestre, o LibreOffice Writer, e glicose em forma de chocolates, balas e quitutes.

Querido fanfimor, hoje eu lhe trago: um relato.

 
I. No dia 01/01, após um pouco de estresse com a faculdade — nada de novo sob o sol —, abri uma Planilha mixuruca e iniciei minha peregrinação. Comecei organizando a fic em: “Monitoramento”, “Outros”, “Planejamento” e “Publicação”. Dentro de “Planejamento”, as subpastas: “Cenários”, “Construção de mundo”, “Enredo”, “Exploração temática” e “Personagens”. Movi arquivo daqui pra lá e acolá, e fui anotando as pendências num documento chamado, nada impressionantemente, “Checklist”.

Nessa altura, eu tinha certeza de três grandes entraves: as urgências de criar um processo (e fichas) para cenários e para criação de personagens, e a necessidade de rever a bendita da outline. Pelo menos as questões das personagens e da outline já estavam em andamento. Contudo, eu teria de acelerar. Bem que três meses é um prazo tranquilo.

Talvez aqui caiba um comentário. Será que pra ti também é assim, fanfimor? Pra mim, foi meio estranho. Por causa do estado geral de, bem, tudo nessa vida, estou habituada a pensar que tenho que otimizar, acelerar, produzir; porém tal agitação é criativamente contraproducente, além de desgastante. Nos últimos tempos estou me forçando a ir devagar, apesar da eu-censora reclamando no pano de fundo. Eu sabia que três meses é um bom prazo, por isso o escolhi; no entanto, por um tempo eu me policiei 24/7 pra não cair na falácia sussurrante do meu diálogo interno: “E se eu diminuir o tempo? Só um mês? Ou dois? E se eu me forçar um cadinho? E se… e se…?”

É cansativo.

Um dia retorno à questão da lentidão, estou refletindo bastante. Por hora, prossigamos.

Inicialmente, as coisas andaram bem. No dia 05/05 terminei de rever os prints do Reddit, .pdfs abandonados e o que mais eu tinha anotado, e finalizei o processo criativo de, bem, criação de personagens. E ainda terminei de refazer a ficha de personagens! No mesmo dia! Encurtei a versão antiga até o talo; eu me conheço, sei que odeio essa parte da escrita, então toda assertividade é bem-vinda. Naquele dia estive elétrica de felicidade.
 
Nota! Eu tardo, e às vezes falho, sim, porém dessa vez não falharei, viu? Dissertarei a fundo sobre esse processo em: “Meu método um tanto inorgânico de criação de personagens”, que talvez lhe seja útil, fanfimor. Esse texto está em andamento, e quando for publicado essa anotação aqui será modificada.
 
Perto do fim de março, eu já não tinha, mais, tocado nesse aspecto da fanfic. Não mudei as pastas que criei no começo de janeiro, elas me servem bem. Decerto só voltarei a mexer nisso depois que eu terminar tudo o que tá pendente em relação ao elenco da fic, que não é coisa pouca… ai, ai.
 

 
II. Como essa fic é uma longfic, e ainda mais de alta fantasia, é claro que não faltou (re)construção de mundo. Infelizmente eu tive uma recaída depressiva terrível logo após a animação do dia cinco, e passei… bem, basicamente os vinte dias seguintes de janeiro indo de mal a pior. Fiquei sobretudo mal na semana que precedeu meu aniversário de 22 anos, em 20/01. Pois é… num desafio de três meses, quase um mês inteiro sem mexer na fanfic. Foi bem merda, sério, mas enfim.

Comecei a melhorar uns três ou quatro dias antes de 25/01, e no dia vinte e quatro tive ânimo pra mexer nas minhas histórias; não modifiquei Relíquia das Almas: O Conto da Espada, porém movi arquivos aqui e ali, rascunhei umas quatrocentas palavras pra uma twoshot de Grand Chase, e, o mais importante disso tudo, me refamiliarizei com projetos adormecidos para os quais consegui fazer um brainstorming singelo das cenas onde eu estava empacada. Uma three-shot de k-pop, e uma oneshot Lass/Azin! Que delícia.

Não, as quatrocentas palavras não foram pra oneshot Lass/Azin. Quem dera! Porém, foram pra uma twoshot Dio/Lass. Servido? Veja bem, tanto essa quanto a oneshot Lass/Azin são ideias que eu tive em conjunto com a Maria, e, tadinha do meu neném, eu a dediquei as duas há anos e nunca terminei as benditas fics. No dia que eu terminar as histórias, vai cair um toró…

Contudo, voltemos à longfic em questão. No dia vinte e cinco, com a minha vista mequetrefe de nerd míope, pelejei no laptop pra começar a montar uma ficha de construção de mundo. Como a de personagens, eu quis algo integralmente voltado para contar histórias, e o mais curto possível, pois zero paciência pra brainstorming demais; destaquei perguntas interessantes num dos modelos que eu tinha baixado sei-lá-quando da internet, revirei a pasta de escrita do querido Pinterest e fiz anotações avulsas no papel. Nessa, eu achei um questionário de trinta e uma páginas… que eu, óbvio, não li. Zero unidades de condição.

Trinta páginas de perguntas em inglês? Eu sou uma piada para você?!

Por não ter ideia clara de como eu quero que a ficha fique, inicialmente ela não tem estrutura. Comecei com uma seção chamada: “Detalhes gerais: continentes e países”, pois acho desnecessária a ladainha de ‘nome do planeta’, ‘quais raças vivem ali’, etc e tal, comum em fichas do deviantART e Tumblr, por exemplo. Essas informações são inclusas, compactadas, nas descrições dos subtópicos.

Depois disso eu também nunca mais mexi nesse aspecto da fic, mas, das pendências, essa é a menor das minhas preocupações. Consigo começar a rascunhar a longfic sem ter explorado a construção de mundo bastante a fundo; claro, eu não vou largar de mão, e, com certeza, direi do meu processo num post específico, no futuro distante, porém... sem pressa.

 
 
III. Depois daquele primeiro dia em que estive animada pra iniciar a construção de mundo da fic, mais uma vez escorreguei dentro de uma lagoa de depressão. No dia 03/02 faltou eletricidade onde moro, então tive que ocupar minha oficina do diabo com algo que preste; estufei o peito, respirei fundo e fui lá.

Isso mesmo, comecei a redesenvolver minhas OCs. Que onomatopeia caberia aqui? Pense em susto, desespero, fantasmas, ad infinitum. But, alas, this longfic won’t write itself. So I did what I had to do, y’all. I put in work.

Detalhe que, nesse dia, minhas regras desceram, então eu estava deprimida, sem luz e com cólica.
 
Como sempre faço, por questões de não surtar, eu escolhi uma personagem aleatória, que acabou sendo a Vimala. Gente, a Vimala… olha, tem todo um rolê, viu. Vamos lá.

Vimala Greatergold é irmã mais velha de Victorio Greatergold, o antagonista da fic. Eu criei ela pra ser uma “vilã”, mas eu não sei se ela atua, de fato, como vilã na longfic; mas não faz mal que eu não saiba que função dar a ela, desde que sei, com certeza, que, sendo ela vilã ou não, ela é personagem principalobstáculo pros protagonistas. Tenho dificuldades infinitas com essa bicha desde 2018, então fiquei felicíssima de, finalmente, fazer ela dar certo.
 
Eu segui as etapas do plano de criação de personagens que elaborei, partindo do brainstorming inicial. Repensei ela desde o conceito, vago para caber uma Vimala verdadeiramente reestruturada, e terminei visualizando uma Vimala tematicamente conectada com a Elesis, do jeito que eu queria. Comparando com a versão anterior dela, essa Vimala está mais deprimida e menos colérica — além de mais interessante de escrever, a minha maior dor de cabeça.

Não modifiquei muito do passado dela, mas reformulei seu temperamento e personalidade. Com isso, ela se tornou uma OC com quem eu me identifico mais, e cuja dinâmica com a companheira dela é cativante de pensar. (Sem raio homossexualizador dessa vez, família; elas são amigas. Sério, seríssimo, sem zoeira.)

Por causa do laço dela com a Cazeaje, Vimala busca vingança. E eu não sou a maiooor fã dessas histórias, sabe? Depois que eu “atualizei” a Vimala e comparei ela com a versão antiga, percebi isso; essa nova Vimala me cativa mais por não tiritar de ódio, e somente ódio. Talvez você, leitor, pense que a atitude dela soa irrealística, ou algo do tipo, mas estou satisfeita com ela. Como autora, será mais fácil compreender e escrever a Vimala com a disposição atual.

Pensando bem, talvez eu redija um texto explorando a psiquê dela que bem pretendo fazer com a Elesis, o Lass e o Azin… hm. Sounds good, eh. We're in for a ride.

Outro detalhe é que a Vimala entrou pra lista de OCs PcD da longfic, por conta da fadiga crônica. Estudarei mais sobre capacitismo na literatura e me resguardarei de cair em falácias preconceituosas, porque a Vimala desenvolve fadiga crônica devido a um encantamento que, em suma, funfa como uma maldição, e é perigoso lidar com tropos do tipo, sei bem. Bom, ela demora a aparecer substancialmente na fic então tenho tempo de ler um bocado.

E então, os dias se passaram e eu tive outra recaída de humor deprimido. Nessa altura, a oscilação já estava me incomodando grandemente; até o dia 10/02, não mexi na fic e em nenhuma das leituras em andamento na época. O tempo todo eu pensei: “Caramba, eu queria tanto progredir…”, mas o humor deprimido — eu falo assim por não ter diagnóstico, ‘apenas’ sinais e sintomas de depressão moderada — funciona de tal forma que nós não temos energia para agir. Eu dormia tarde, insônia, acordava no meio do dia sem ter descansado, levantava da cama no auge da tarde, e lá pras 18h, 19h, quando estava começando a me animar, o meu corpo, naturalmente, estava começando a desligar. Eu quis que esse desafio desse certo, foi agoniante ver o tempo passando e eu sem avançar com a fanfic, sem ter o que comentar por aqui, apesar de querer, e muito, comentar; poxa, eu amo redigir textos pra cá, escrever pra blog é um dos meus hobbies sim, faço com muito carinho. Contudo, como terminar um texto sobre estar criando, se eu não estou criando? Como que fica?

Além disso, minha intenção de começar a estudar pro vestibular desde janeiro também não se realizou. Mesmo ler estava difícil. Eu me senti triste e ansiosa por ter pique pra nada, e fazia nada por não ter pique, o que retroalimentou minha tristeza e ansiedade.

Porém, eu continuei. Quis ver até aonde o desafio me levaria; afinal, três meses é bastante tempo.

No final de março ficou claro que esse é todo o progresso criativo que eu conseguiria com o desafio, apesar dele ser feito sob medida pro meu processo criativo. É foda. Lá pro dia vinte e cinco, vinte e seis, eu só aceitei a frustração e terminei de redigir esse relato, pensando nos passos seguintes.

Não me arrependo de ter cultivado esperanças, e tô tentando não me desolar com as possibilidades que não pude vivenciar. Como falarei na próxima seção, minha saúde psicológica piorou muito nos primeiros três meses do ano de 2024, e eu optei por deixar a fic de lado — mais uma vez.

 
 
aviso! // pensamentos depressivos, ideação suicida implícita.
 
IV. Quando eu idealizei esse projeto, eu genuinamente acreditei que conseguiria criar e manter o hábito de mexer na minha longfic com frequência; afinal, esse é o meu objetivo principal. Olha… eu subestimei o peso do humor deprimido nos meus ombros. Nem mesmo essa seção aqui, falando dos longos períodos — semanas a fio — de hibernação e enclausuramento criativo, deveria existir, mas não deu, gente, não deu. Esse primeiro trimestre de 2024 foi dificílimo pra mim.

Como acadêmica em Saúde eu não trabalho com autodiagnóstico, porém não minto quando digo que possuo sinais e sintomas de um quadro de depressão moderado a severo. Eu sofro bastante com falta de apetite, fadiga generalizada, insônia, humor melancólico e, preocupantemente, sensação de desistência e ideação suicida, de uns tempos pra cá. Voltei a me sentir como quando eu era criança… sozinha. Eu me sinto muito, muito sozinha.

Hoje em dia tenho amigos com quem posso contar, porém ou moram em outro estado, ou moram longe, e é complicado sair com eles, visitá-los, ainda mais com os problemas financeiros que estamos vivenciando aqui em casa. Com a aproximação dos estágios obrigatórios, no próximo semestre, e do fim do curso, eu preciso resolver as pontas soltas da minha graduação, preparar minha plataforma profissional para começar a atuar e ganhar dinheiro, e organizar o andamento da continuação dos meus estudos, todas questões que me dão cobreiro de tanto estresse. Mais do que nunca eu preciso do colo de quem eu amo, e que, graças aos céus, eles estão dispostos a me dar, mas eu que não tenho condições de ir até eles, sabe?

Sei bem que estou péssima, é até chato de ir conversar com meus amigos próximos sobre isso pois eu me sinto um CD arranhado… tô me esforçando pra não me esquivar demais, me fechar em mim mesma e piorar o adoecimento psíquico que está comendo as minhas entranhas. Apesar de todos os itens que eu preciso com urgência, eu decidi que, a fim de manejar essa solidão e o meu crescente ódio pela vida, priorizarei sair de casa quantas vezes der. Não serão muitas, não tenho dinheiro pra isso, mas eu torço para que seja o suficiente, pelo menos até eu conseguir custear psicoterapia.

Eu agradeço demais, demais a todos os meus amigos íntimos, que me acolhem e me ajudam muito além do que eu poderia expressar com palavras. Me agarro a essa certeza: eu me sinto sozinha, mas eu não estou. Vou respirar fundo, engolir o choro, e caminhar mais um pouco. Em tempos eu terei possibilidade de ver quem eu amo sempre que eu quiser. Eu tô quase lá.

Por hora, no entanto, minha vontade é de deitar no chão do quintal e esperar a terra reclamar os nutrientes do meu corpo. Se chover, ninguém vai me ver chorando.

Eu quero chorar. No colo da minha melhor amiga, minha irmã, enquanto ela me faz cafuné e me acalenta essa ferida no meu peito. Nossa, eu juro que nunca quis tanto chorar como tenho querido esse ano. Agora, mesmo, enquanto digito isso, meus olhos estão marejados. Eu não me lembro da última vez que me senti bem.

Isso é tão, tão difícil…

Tenho muito entalado na garganta, e pouca energia pra pôr pra fora. Quero escrever, ler, estudar, dançar, cantar, cozinhar, e sequer consigo levantar da cama antes do fim da tarde. Um pensamento assustador: eu já não sei mais se seria seguro, pra mim, morar sozinha. Às vezes penso que o que me mantém aqui, respirando e sorrindo, é ouvir as vozes da minha família lá na sala, embora eu mesma não queira ir lá, falar com eles. E, sério, com a cabeça assim, como eu poderia querer progredir com a minha longfic? Não tem cabimento.

Ninguém me cobra, ninguém se aborrece se eu escrevo ou deixo de escrever; isso sou eu, minha eu-censora por trás da cortina, sussurrando, me lembrando de como eu virei o ano esperando que as coisas fossem melhorar depois das férias, e de como quebrei a cara porque não tinha noção do quão adoecida eu verdadeiramente estou. Como outras pessoas deprimidas, eu rio se você fizer piada, e morro um pouco mais quando estou acordada, em silêncio.

Não quero ser motivo de luto pra ninguém. Eu acredito nos meus amores quando eles dizem que me amam e que me querem por perto. Eu estou me esforçando, mas está difícil. Espero que seja o suficiente. Não quero desmaiar nos braços de outra pessoa.

Esse desafio não ocorreu da forma como eu imaginei, e vou tentar não me decepcionar, muito. Não faz sentido cobrar 100% de alguém que muito mal entrega vinte e cinco. Estou frustrada, eu queria terminar essa fanfic logo, quero mostrar as minhas ideias pra vocês, debater sobre a história com os amigos e colegas no fandom, e não consigo, sempre tem algo pra me atrasar… mas tá bem, tá bem, tá okay. Estou irritada, vai passar, não tem pressa, não tem. Eu tenho a vida toda.

Eu queria terminar rápido, mas tenho a vida toda. Eu acho.

Que estresse…


 
V. E para onde partimos, daqui? O que fazer com essa experiência, e o que pensar dela?
 
Well, well, well, what do we have here? Not a failure, I assure you. O primeiro trimestre me foi um acontecimento, digamos assim, e após refletir sobre isso, eu decidi que minha prioridade pro próximo passará longe da escrita e da leitura. Tenho praticado respeitar minha fluidez interna, e isso dá certo, viu. Não vou deixar de ler ou escrever, mas deixarei de esquentar a cabeça com incluir eles dois na minha rotina. Cuidarei melhor de mim, e vou tentar me habituar a dançar e fazer exercícios, porque eu tô precisando de um hobbie para lazer ativo. Para a felicidade de alguns, registro aqui que minhas primeiras tentativas de me movimentar com alguma frequência, e diversão, foram bem-sucedidas! Talvez eu fale disso por aqui, logo mais.

Minha longfic voltará pra estante por um tempo. Não me envergonho de não ter rendido como eu quis, embora esteja frustrada; tentarei de novo no futuro, faz parte, é normal. Para fins de ordem e boa gestão, vou listar, aqui, as pendências voltadas ao elenco da fic:
  1. Minhas personagens principais serão replanejadas, em personalidade e arco. Sem entrar no debate de se são antagonistas, contagonistas ou sei lá mais o quê, darei preferência ao termo ‘personagens principais’. Nessa fic, me refiro a: Lass Isolet, Elesis Sieghart, Vimala e Victorio Greatergold. Os irmãos serão refeitos porque precisam, mesmo, apesar de que o Victorio me dá mil vezes menos trabalho do que a Vimala; Lass e Elesis, porém, eu replanejarei pra rever o meu entendimento deles dois. Se mudarem muito, será porque a Elesis se tornou menos insuportável e o Lass se tornou mais deprimido… quanto aos arcos deles, eu devo realmente detalhar quando retomar o andamento da outline. Elesis e Lass evoluem com o enredo, mas a Vimala tem um subenredo próprio. Estou um tanto animada pra explorar isso, confesso, porque tenho ideias interessantes pra ela e sua companheira (que é amiga dela, gente!).
  2. Minhas personagens secundárias serão repensadas, mas não muito. Aqui vão Azin Tairin, Jin Kaien, Lin de Gaon e Lupus Wild, bem como Ercnard Sieghart e Dio Burning Canyon. Jin, Azin e Lin fazem parte do mesmo núcleo (com Lupus e Holy correlacionados, mas esses só aparecerão na segunda temporada da fic, mesmo, e isso se aparecerem), Dio e Sieghart de um outro núcleo (onde eu dei um jeito malandro de enfiar uma OC babilônica, e me senti um gênio quando tive a ideia), e, de todos, só o Azin tem arco de crescimento pessoal. Mesmo assim, não vou me dedicar às secundárias como me dedicarei às principais. Aqui entra um agradecimento à Nim, que me deu a ideia de trocar a Holy pela Lin no arco do Azin. Desde já tô tremendo de animação pra autoprojetar toda a minha carioquisse neles dois, hehe.
  3. Minhas personagens terciárias se tornarão anotações na linha do tempo. Com elas não há o que fazer, e mesmo as que ganham notoriedade no enredo em algum momento da fic não exigem grandes planejamentos. Terei certeza de que o passado, e presente, delas batem com a cronologia da longfic, e é isto.
  4. Minhas OCs e personagens reaproveitadas do Dimensional Chaser criarão uma galeria. Essa será uma lista concisa e bem formatada, porque esses coadjuvantes só exigirão uma descrição de um parágrafo. Com isso, espero eu que todas as pendências do elenco estejam garantidas.
 
Assim que minha criatividade, e meu estado psicológico, permitirem, volto com atualizações sobre o progresso da querida. Quando alcançarmos a meta (resolver todos os B.Os das personagens e etc), vamos dobrar a meta (resolver todos os B.Os do enredo, outline, construção de mundo e o caralho a quatro.) Uár. Já tá podendo desistir de tudo, ou…?

Eu vou escrever um post só sobre essas OCs, em algum momento, sobretudo a equipe do hospital aonde a Elesis e o Lass vivem indo por razões de: tiro, porrada e bomba. Esse é o primeiro projeto que me deixa tão feliz com as minhas criações; não tem como eu falar a fundo agora sem dar spoiler, mas não vejo a hora de chegar nas partes das fics onde o emaranhado de dinâmicas que eu bolei faz sentido. Pessoalmente, me diverti muito matutando maneiras de associar personagens umas às outras. Ela faz o Casos de Família delãhn.

Outro comentário — evolução emocional no decorrer da trama. Me chamou a atenção revisar a outline e perceber como eu não levei em consideração o estado emocional dos protagonistas e suas reações aos acontecimentos na fic. Ficou incongruente, porque aconteceram tragédias e eu costurei cena de ação atrás de cena de ação, sem pausas pras personagens desabarem. Isso tem a ver com o enredo, mas também com as personagens e sua caracterização; deixo aqui o lembrete pra minha eu do futuro. Que esteja mais atenta!

Por último, sobre a minha criatividade… misericórdia, viu? Editei esse post e, tomando nota dos dias, percebi o quão errática é a minha energia para criar. Vem um, dois dias, se vai por semanas, e usualmente coincide com o fim do mês. Claro que não é bom artista algum depender da motivação intrínseca, é preciso disciplina ao criar, porém eu gostaria de refletir sobre e talvez pensar num jeito de cultivar minha criatividade. Algo como aumentar minha resistência criativa, sabe?

Pensando aqui que o autocuidado deve ter a ver com isso. Sempre tem.
 


VI. Para o ficwriter que ler esse texto: te desafio a fazer o mesmo que eu!

Sem síndrome de pioneirismo ou falsa modéstia, esse desafio é genial, fanfimor. Super recomendo a qualquer um que queira [1] avançar com seu projeto e [2] falar de seu projeto em qualquer que seja a plataforma que você usa, blog ou canal no YouTube. Ou podcast? Hoje em dia tem tantas…

Eu dividi em seções intuitivas, e fui redigindo conforme progredia; se fiz algo em um dia, no fim eu abro o documento e comento sobre, no pretérito, mesmo, e assim fui. Usei uma tabela no Google Planilhas, também, que eu não sei dizer se é inegociável, mas decerto foi interessante. Se eu tivesse feito tanto quanto eu imaginei que conseguiria, esse post seria bem mais longo. Oh, well.

Quem quiser experimentar está mais que convidado para fazê-lo, e eu vou adorar se você partilhar, nos comentários, a publicação onde você relata sua experiência. Pontos bônus se flor um blog.

Vamos criar blogs, gente, chega de podcasts e canais no YouTube, eu quero ler—

 


Entre o último texto publicado no EON e esse aqui, eu postei uma ficlet Lass/Azin no Spirit e no AO3. É uma fanfic extra de uma oneshot Lass/Azin que até hoje eu não terminei de escrever. Todas as fics nesse miniuniverso dos dois são presentes pra Maria, minha fanartista favorita e um grande amor por quem eu tenho muito, muito carinho. Obrigada pela sua presença e amizade, meu anjo. Muito, mesmo. Fique bem!

Eu, uh, estou no Twitter, se você quiser ser assombrado por lá. Porém eu gostaria, mesmo, é que cê desse uma olhada nos meus outros textos aqui no Dreamwidth, fanfimor. Confira o meu arquivo, veja o que lhe chama a atenção e vamos papear nos comentários, sim?

Mwah, mwah. Beijinhos na ponta do nariz.
 
Anteriormente, neste marcador: “Uns muitos anos desengavetando a mesma fic.”

Oi! Tudo bem?

Nascida em 2002, sou assexual, multirromântica, preta, carioca da gema e bastante revoltada com os governos estadual, nacional e mundiais.

Gosto de gatos, cozinhar, gargalhar alto. Gosto, também, de Grand Chase, Seventeen, alta fantasia e não-ficção.

Como todos os outros, sou uma miríade.

Finquei meus pés na blogosfera em 2018, lançando o blog Anotações Esparsas, cujo qual eu viria a coautorar com o Carlos, um colega meu, até eu me retirar da equipe. Como poderá ler no texto: “Com anos de atraso, hoje eu me apresento a vocês”, deixei o AE porque cresci para além dele, embora minha proposta com o EON seja quase idêntica.

Minha proposta de falar de fanfics, fandom e cultura de fãs continuará, porém com a adição positiva de mais de mim. Mais do que escrevo, mais do que penso, e, principalmente, mais do que sou. Por aqui, você, fanfimor, lerá sobre minhas fics, e das releituras que eu fizer, e artigos tratando das opiniões que eu me reprimi compartilhar publicamente por tantos anos.

Como estou adulta — para o meu pavor —, espere por publicação lenta. Minhas prioridades serão minha carreira e minha vida pessoal, então escrever para blog será terciário, por vezes quaternário. Quando o influxo alcançar o estopim, darei as caras por aqui para extravasar um pouco. Não sei escrever demais, e não sei ficar sem escrever. Estranho como são as coisas, não?

No âmbito de escrever e postar fanfics, não tem diferença; escreverei devagar, postarei quase nunca. Dito isso, a feitiçaria que a KOG Studios fez não me deixa sair do fandom, e, por isso, as chances de eu postar uma oneshot ou shortfic são baixas, mas nunca zero. Se eu não estiver fazendo isso, então estou quebrando a cabeça com minha longfic Lass/Elesis — ‘O conto inscrito na lâmina’. Quando der na telha, comento dela por aqui.

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